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Petrobras quer 'portas abertas' para voltar à distribuição de combustíveis e ampliar mercado
Foto: Reprodução

Empresa aprovou a inclusão no seu plano de investimentos de participação em negócios rentáveis no setor, do qual saiu com venda da BR em 2021. Mas há restrições contratuais para a volta até 2029

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, disse que a volta ao setor de distribuição sinalizada em fato relevante divulgado na noite de quinta-feira visa atender ao aumento esperado de produção de combustíveis e à busca por mais mercado. Ao participar hoje de teleconferência com analistas para explicar o resultado do segundo trimestre deste ano, ela afirmou querer “portas abertas” para vender combustíveis como diesel e gás a empresas e ao consumidor final em postos.

 

— O que não podemos ter é limitação para fazer esses esforços e avanços. Tudo o que for necessário, seja no B2B (venda de empresa para empresa), para o grande consumidor, seja uma venda para o consumidor final em postos de combustíveis, seja na direção do gás, nós queremos portas abertas para optar pela empresa para melhor agregação de valor possível e a forma mais eficiente de colocar esse nosso produto no mercado. Quando entendemos que a Petrobras, ao longo do tempo, se posicionou pela obrigação de sair de alguns mercados, a gente diz assim 'por que vamos ter obrigação de sair e por que não podemos deixar essa porta aberta para que seja usada da melhor maneira possível'? — disse Magda.

 

Ao vender a BR Distribuidora (hoje Vibra) durante o governo de Jair Bolsonaro, a Petrobras assinou um contrato de não competição até 2029. Ou seja, até lá a estatal não pode vender combustíveis em postos diretamente ao consumidor final.

 

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Em recente entrevista ao GLOBO, a executiva disse que “no momento” não se pode discutir o tema. “Então, qualquer debate no momento é inócuo. E o mercado muda muito até 2029. Hoje temos espaço para venda direta de diesel e gás natural a grandes consumidores”, disse na ocasião.


Nesta sexta, Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, disse que “o compromisso de não competição será cumprido”.

 

Ontem, a estatal anunciou que seu Conselho de Administração aprovou o novo posicionamento em distribuição. O objetivo é entrar em negócios rentáveis e, por meio de parcerias, nas atividades de distribuição, como “atuar na distribuição de GLP”, “integrar com demais negócios no Brasil e no mundo” e “oferecer soluções de baixo carbono para seus clientes”.

 

Magda deu mais detalhes da volta ao setor de distribuição de gás de botijão (GLP) na coletiva de hoje:

 

— Somos uma empresa que nasceu integrada, uma empresa do poço ao posto. Quando olhamos o aumento de produção de gás, temos um produto que vai ter uma produção crescente e, se isso for bom e lucrativo e tiver atratividade, por que não exercer essa sinergia? Mas não há projeto de aquisição de GLP na carteira da Petrobras, apenas a garantia de que as portas estejam abertas para uma eventual possibilidade, caso o projeto seja bom e rentável.

 

Segundo ela, com a produção aumentando, o desafio é colocar os produtos no mercado. Ela destacou a mesma estratégia para o diesel.

 

— A produção é crescente e deságua na ampliação do refino. Temos a pretensão de aumentar o diesel S10 até 2029 em mais 200 mil barris por dia. E isso gera uma pressão por ampliação de mercado. Estamos indo direto na porta dos grandes consumidores, como o do agronegócio, e buscando colocar GLP industrial e não apenas GLP residencial, com a ampliação do mercado de gás natural.

 

Claudio Romeo Schlosser, diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, lembra que a empresa tem buscado a venda direta de seus produtos a grandes consumidores, como diesel e gás natural.

 

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— É algo natural. Vamos ter aumento de diesel, de GLP, e tudo isso caminha para a busca de mercados. Essa é a forma mais fácil de monetizar. Estamos avançando na venda direta em diesel, gás e GLP. É natural essa visão de ampliarmos isso. 

 

Fonte: O Globo

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