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Petróleo dispara com novos ataques entre EUA e Irã e tensão sobre Estreito de Ormuz
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Teerã afirma que a passagem permanecerá fechada "até novo aviso", mas EUA negam a informação

O petróleo disparou após Estados Unidos e Irã trocarem novos ataques, enquanto os dois lados apresentavam declarações conflitantes sobre a situação do Estreito de Ormuz.

 

O petróleo Brent, referência global, ultrapassou US$ 78 por barril após avançar 5,4% na semana passada, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) era negociado perto de US$ 74. O gás natural europeu teve alta de até 2,7%

 

O Irã afirmou que o estreito estaria fechado “até novo aviso”. A declaração, no entanto, foi negada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que disse que suas forças iniciaram novos ataques para garantir a liberdade de navegação pelo corredor marítimo.

 

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Os ataques na tarde de domingo foram os quartos realizados pelos EUA em uma semana. O Centcom afirmou que as ações foram uma resposta aos ataques iranianos contra um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre. A CNN informou que a Guarda Revolucionária Islâmica voltou a disparar contra embarcações comerciais e que aeronaves americanas interceptaram um míssil de cruzeiro e um drone de ataque iranianos.

 

A incerteza voltou a incorporar um prêmio de risco de guerra aos preços do petróleo bruto, que haviam perdido os ganhos após um acordo de paz provisório entre os dois lados alimentar a perspectiva de maior oferta do Golfo Pérsico.

 

A escalada do conflito ameaça comprometer os esforços para recompor os estoques globais de petróleo, que estão em níveis reduzidos, ao longo deste ano, afirmou na sexta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE) — um m lembrete do que está em jogo para a economia global caso o conflito continue.

 

No domingo, não houve praticamente nenhum tráfego pelo estreito — por onde normalmente passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo bruto e gás natural liquefeito —, com apenas dois navios-tanque de derivados de petróleo vistos se aproximando passagem marítima estratégica. Ainda assim, o Centro Conjunto de Informação Marítima afirmou que a rota de navegação ao sul, coordenada por Omã, continua disponível.

 

A nova escalada também reduziu as perspectivas de uma solução diplomática. O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a “era dos acordos unilaterais acabou”, enquanto Teerã afirmou que Washington precisa primeiro cumprir compromissos anteriores sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz e a normalização das exportações de petróleo antes que as negociações possam ser retomadas.

 

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, declarou que o cessar-fogo "acabou", mas disse que o país continuava disposto a manter as negociações.

 

A imprensa iraniana informou que explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas, na região costeira da Ilha de Qeshm, próxima ao estreito. A República Islâmica lançou ataques retaliatórios com drones e mísseis contra aliados dos EUA no Oriente Médio, incluindo Kuwait, Jordânia e Catar. Até agora, apenas danos leves foram registrados e ninguém ficou ferido.

 

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No último mês, produtores do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos, comercializaram mais petróleo bruto depois que o acordo provisório reduziu as preocupações sobre as exportações. Os Emirados, em particular, estiveram entre os que tiveram mais sucesso em retirar barris do mercado usando navios-tanque de transporte que navegam sem identificação, com os transponders desligados.

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