Cenário-base do banco projeta Brent a US$ 80 o barril no fim do ano, mas analistas já veem riscos à estimativa por conta das interrupções no transporte marítimo na região
O preço do petróleo pode superar a marca de US$ 120 por barril caso as interrupções no Estreito de Ormuz continuem por um período prolongado. A projeção foi feita pelo Goldman Sachs em um cenário de agravamento da crise e de queda significativa no fluxo de petróleo pelo importante corredor marítimo.
O banco considera que uma interrupção prolongada no transporte de petróleo e derivados pelo estreito poderia reduzir drasticamente a oferta disponível no mercado internacional. A região é uma das principais rotas para o escoamento de petróleo produzido no Golfo Pérsico.
Segundo a análise, o cenário de preços acima de US$ 120 não é a previsão-base do Goldman Sachs, mas representa um risco caso as restrições à navegação persistam e as rotas alternativas não sejam suficientes para compensar a queda nos embarques.
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O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais pontos estratégicos do comércio global de energia. Qualquer bloqueio ou interrupção prolongada na passagem de navios pode provocar impactos em cadeia, aumentando os custos de transporte e pressionando os preços dos combustíveis.
Apesar do alerta, o banco trabalha com um cenário-base mais moderado caso haja uma redução das tensões e a normalização do fluxo de petróleo. A duração das restrições na região, portanto, será determinante para definir o comportamento dos preços nos próximos meses.
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A possibilidade de uma nova disparada da commodity aumenta a preocupação com inflação em diversos países, já que o petróleo influencia diretamente os preços da gasolina, do diesel, do transporte e de vários produtos.