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PF colhe depoimentos e aprofunda investigação sobre suposto vazamento de dados de ministros do STF
Foto: Reproduçao

Operação apura possível quebra ilegal de sigilo fiscal de magistrados e familiares; quatro servidores foram afastados e terão material apreendido analisado.

A Polícia Federal ouviu, nesta terça-feira (17/2), quatro servidores investigados por suspeita de envolvimento no vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Os depoimentos foram colhidos logo após o cumprimento de mandados de busca e apreensão, com o objetivo de evitar eventual combinação de versões entre os investigados.

 

A operação ocorreu nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Guarujá (SP) e São José do Rio Preto (SP). Durante as diligências, foram apreendidos celulares, notebooks, computadores, pen drives e outros dispositivos eletrônicos, que agora passarão por perícia e análise detalhada.

 

As medidas cautelares foram determinadas pelo relator do inquérito no STF, o ministro Alexandre de Moraes.

 

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SUSPEITA DE VENDA DE INFORMAÇÕES

 

 

A investigação busca esclarecer se a quebra de sigilo fiscal incluindo dados da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes foi realizada de forma ilegal e, possivelmente, encomendada para comercialização a terceiros.

 

Também foi identificado acesso indevido à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro da Corte. O caso integra o Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news, que apura a disseminação de informações falsas e ataques às instituições.

 

QUEM SÃO OS INVESTIGADOS

 

Segundo informações do STF, os servidores investigados são:

 

Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), lotado na Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro. Servidor público desde 1981;

 

Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social, lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador. Servidor desde 1983;

 

Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social, lotada em Santos (SP). Servidora desde 1994;

 

Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal da Receita Federal, lotado em São José do Rio Preto (SP). Servidor desde 1995.

 

MEDIDAS CAUTELARES IMPOSTAS

 

Além das buscas, foram determinadas diversas restrições aos investigados:

 

Proibição de se ausentar da comarca;

 

Recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana;

 

Uso de tornozeleira eletrônica, a ser instalada em até 24 horas;

 

Afastamento imediato das funções públicas;

 

Proibição de ingresso nas dependências do Serpro e da Receita Federal;

 

Proibição de acesso a sistemas e bases de dados;

 

Proibição de sair do país;

 

Entrega de todos os passaportes, inclusive estrangeiros, e impedimento migratório.

 

RELATÓRIO AO STF

 

A Receita Federal deverá encaminhar ao STF um relatório detalhado com todas as consultas e tentativas de acesso a dados fiscais envolvendo os dez atuais ministros da Corte, além de informações relativas a cônjuges, filhos, irmãos e demais familiares diretos.

 

Em nota oficial, o órgão afirmou que “não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”. A Receita destacou ainda que seus sistemas são totalmente rastreáveis, o que permite identificar, auditar e punir eventuais irregularidades, inclusive na esfera criminal.

 

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As investigações seguem em andamento, e a análise do material apreendido será fundamental para definir os próximos passos do inquérito. 

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