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PF mira empresário de Manaus em operação contra suposto esquema milionário de fraudes e lavagem de dinheiro
Foto: Divulgação

Empresa ligada ao sócio do Barollo foi alvo de mandados durante a Operação Reduto, que investiga contratos públicos, "rachadinha" e movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 9 milhões.

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (9) a Operação Reduto, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e prática de "rachadinha" envolvendo contratos públicos no estado de Rondônia.

 

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão nos estados do Amazonas e de Rondônia. Em Manaus, um dos principais alvos foi uma empresa ligada ao empresário Ivair Ferreira, conhecido por ser sócio do restaurante Barollo.

 

As equipes da Polícia Federal realizaram diligências em um condomínio de alto padrão localizado no bairro Ponta Negra e também em um imóvel situado na Rua Pensador, nº 115, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da capital amazonense. O endereço funciona como sede da Millennium Locadora Ltda., empresa registrada em nome de Ivair Ferreira.

 

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Durante o cumprimento dos mandados, chamou a atenção dos agentes a quantidade de ambulâncias e ônibus estacionados no pátio do estabelecimento. A movimentação despertou a curiosidade de moradores da região e de pessoas que passavam pelo local.

 

De acordo com informações da Receita Federal, a Millennium Locadora Ltda., inscrita no CNPJ nº 03.422.390/0001-86, possui capital social de aproximadamente R$ 30,6 milhões e tem como principal atividade econômica a prestação de serviços de remoção de pacientes. A empresa também mantém filiais em Porto Velho (RO) e Palmas (TO).

 

 

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2024 após análises de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os documentos apontaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos investigados.

 

As apurações identificaram transações superiores a R$ 9 milhões, valor que, segundo os investigadores, pode estar relacionado a contratos públicos firmados em Rondônia. A PF suspeita que parte da estrutura empresarial tenha sido utilizada para ocultar ou movimentar recursos de origem ilícita.

 

 

A investigação aponta duas frentes principais. A primeira apura possíveis fraudes em processos licitatórios, com suspeitas de direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes (RO). A segunda investiga um possível esquema de "rachadinha", envolvendo o desvio de parte dos salários de servidores comissionados vinculados à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO).

 

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, sendo dois em Manaus, oito em Porto Velho e nove em Ariquemes. Também foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, ambos cumpridos em Ariquemes.

 

Além das buscas, a decisão judicial determinou o afastamento imediato de 11 servidores públicos de suas funções e autorizou o bloqueio de bens, contas bancárias, ativos financeiros e criptoativos dos investigados, até o limite de R$ 9 milhões, como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

 

 

A Polícia Federal informou que as diligências continuam e que novas informações sobre a Operação Reduto poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

 

Até o momento, a defesa do empresário Ivair Ferreira e das empresas citadas não se manifestou sobre o caso. A investigação segue em andamento, e os envolvidos permanecem sob presunção de inocência até a conclusão do processo e eventual decisão definitiva da Justiça.

 

 

 

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Foto: Reprodução

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