Operação Dirty Dancing investiga organização que recrutava mulheres pelas redes sociais e as enviava para o exterior; 13 vítimas já foram identificadas e bloqueio de bens pode chegar a R$ 10 milhões.
A Polícia Federal prendeu, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, uma mulher suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida no recrutamento de brasileiras para exploração sexual no exterior. A prisão ocorreu durante a Operação Dirty Dancing, anunciada nesta quinta-feira (5), que também teve desdobramentos em Goiânia.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava redes sociais para atrair mulheres, organizava viagens e hospedagens e divulgava anúncios em plataformas voltadas ao mercado sexual. Parte do dinheiro obtido com a atividade era retida pelos integrantes da organização.
As apurações começaram após informações compartilhadas pela polícia de Israel, em fevereiro de 2025. Até o momento, 13 vítimas foram identificadas, mas os investigadores suspeitam que o número de mulheres atingidas pelo esquema possa ser maior.
Veja também
.jpg)
Resgate aéreo leva 47 minutos e salva paciente com epilepsia em comunidade ribeirinha do Amazonas
Profissionais de enfermagem do Amazonas elegem nova diretoria do Coren-AM em votação on-line
Além da prisão da mulher apontada como chefe da organização, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão no Pará.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores vinculados ao grupo, que podem alcançar R$ 10 milhões. Outra medida foi a suspensão das atividades de duas empresas relacionadas à investigada.
Dois envolvidos na investigação tiveram os passaportes recolhidos e deverão cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as restrições estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A Operação Dirty Dancing busca desarticular a estrutura criminosa, identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação de cada investigado no esquema de exploração sexual internacional.