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Coronavírus
03/12/2020

Pfizer dá uma semana para Brasil fechar acordo por vacina da Covid-19

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Foto: Reprodução

Empresa estima que consegue entregar produto antes de concorrentes e diz que solucionou quebra-cabeça logístico

 Executivos da Pfizer afirmam que estão trabalhando intensamente para conseguir fechar um acordo de aquisição de lotes de sua vacina de Covid-19 com o governo federal do Brasil e dizem que já têm uma proposta que soluciona a questão logística de distribuição do produto. O intervalo que resta para fechar um negócio, porém, é pequeno.

 

— O tempo é curto, de alguns dias, ou talvez uma semana — disse ao GLOBO na quarta-feira (2) Alejandro Lizarraga, diretor da área de vacinas da Pfizer Brasil.

 

— A disponibilidade aqui depende de de quando será fechado acordo com governo federal, porque o número de doses para todos os paises tem diminuído consideravelmente em vista interesse que existe por parte de todos os países — afirmou o executivo.

 

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A principal carta que a Pfizer tem na mão para persuadir o governo brasileiro é o prazo com que a empresa conseguiria entregar doses do imunizante, que no Reino Unido começa a ser aplicado na semana que vem.

 

— Para o Brasil, a gente pode considerar algumas semanas, podendo chegar a um mês ou mais, até dois meses, mas sem precisar exatamente quanto tempo — afimrou Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil.

 

Dois meses já é um prazo mais curto que o previsto pelo esboço do plano de imunização do governo para Covid-19, que prevê vacinação iniciando em março.

 

Márjori explica que a empresa já submeteu na semana passada documentação dando início ao processo de registro, que em princípio iria requerer até 60 dias (três ciclos de avaliação de 20 dias) para ser efetivado. Com as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que a partir de hoje aceita pedidos de registro em caráter emergencial, é possível que esse prazo possa ser encurtado.

 

— Já começamos a estudar de forma detalhada o que foi divulgado hoje pela Anvisa sobre autorização de uso emergencial. Se avaliarmos que preenchemos os critérios necessários, temos interesse sim em seguir com essa submissão — afirma Márjori.

 

Sinal sem clareza


Uma boa parte da resistência do Ministério da Saúde em fechar acordo com a empresa vinha do fato de que a vacina de Covid-19 da Pfizer requer armazenamento a menos de -75°C para preservação por longos períodos. Segundo Lizarraga, um esquema de logística ancorado em uma caixa especial de refrigeração por gelo seco, criada pela própria Pfizer, pode equacionar a distribuição no SUS.

 

Segundo o executivo, a Pfizer já fechou acordos com outros países que possuem condições de desenvolvimento similares as do Brasil (Chile, Peru, Equador, Panamá, México e Costa Rica) e não seria um problema adotar em solo brasileiro soluções similares as prometidas para essas outras nações.

 

A sinalização atual do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, porém, não deixa claro se a Pfizer teria lugar no atual rol de imunizantes considerados.

 

— São muito poucas as fabricantes que têm quantidade e um cronograma de entrega efetivo para o país. Quando chega no final das negociações e vai para cronograma de entrega e fabricações, os números são pífios, se reduz a uma, duas, três (companhias) — disse Pazuello, em audiência na comissão mista do Congresso que acompanha ações do governo para o combate à Covid-19.

 

O Brasil já possui acordo fechado com a vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a Astrazeneca, e o governo de São Paulo ainda tenta fechar acordo para distribuição nacional das vacinas chinesas CoronaVac a serem produzidas pelo Instituto Butantan.

 

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Pazuello não deu sinais de qual seria essa terceira vacina, mas especulou que poderá tentar adquirir doses da vacina da Pfizer por meio da Covax Facility, consórcio liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de imunizantes e universalizar o acesso. A farmacêutica americana, no entanto, ainda não tem acordo firmado com a coalizão internacional. Dentro da Covax, a vacina mais próxima da aprovação é a do laboratório americano Moderna, que ainda não possui a capacidade de produção ampla da Pfizer.

 

Fonte: O Globo

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