O material apresentado pelos advogados de Primo e Beto Louco às autoridades inclui documentos, mensagens de celular
O pedido de delação premiada apresentado por Roberto Augusto Leme da Silva (Beto Louco) e Mohamad Hussein Mourad (Primo) continua sem avanço na Procuradoria-Geral da República (PGR), apesar de ter sido analisado pela instituição desde outubro de 2025 e conter documentos que mencionam supostos repasses de propina a políticos.
A dupla, principal foco da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e corrupção ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, está foragida e apresentou ao Ministério Público material que inclui mensagens, gravações e comprovantes de pagamento que, segundo a defesa, apontariam pagamentos de mais de R$ 400 milhões a autoridades entre 2022 e 2024.
Entretanto, fontes ligadas à PGR consideraram os indícios insuficientes para prosseguir com o acordo em nível federal — o que travou a homologação do pedido. A Procuradoria não comenta o caso oficialmente, citando sigilo das tratativas de colaboração, conforme previsto pela legislação.
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Em contrapartida, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) segue com negociações paralelas para firmar um acordo de delação com Beto Louco e Primo, com a expectativa de que o processo possa evoluir nos próximos 60 dias, caso seja considerado abrangente e útil para esclarecer os detalhes do esquema investigado.
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A Operação Carbono Oculto envolve um complexo esquema que teria movimentado grandes quantias por meio de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e manipulação de documentação contábil, e permanece sob investigação tanto pelas autoridades estaduais quanto federais.