Autoridade israelense disse que um novo 11 de Setembro foi evitado
O copiloto de uma avião da FlyDubai que seguia de Dubai (Emirados Árabes Unidos) a Tel Aviv (Israel) nesta quarta-feira (30/9) tentou sabotar os sistemas da aeronave, a fim de provocar a queda do Boeing 737 Max 8, com 180 pessoas a bordo, após esfaquear o piloto, disse o premier de Israel, Benjamin Netanyahu.
De acordo com a CNN, o copiloto, que foi dominado por tripulantes e passageiros, tem nacionalidade de Omã, país na Península Arábica. O piloto, chamado de "herói" em redes sociais, foi identificado extraoficialmente como o indiano Smit Machchhar, que trabalha na FlyDubai desde 2022. Antes, Machchhar voava pela companhia indiana low-cost SpiceJet, contou o "Economic Times". Ele é especialista em voos com os modelos Boeing 737 Max 8/9 e 737-800, acumulando nos 13 anos de carreira 9.750 horas de voo. Ele foi golpeado várias vezes durante o ataque.
"Seu nome é capitão Smit Machchhar e ele precisa das nossas orações e bons pensamentos para sua recuperação. Obrigado, Smit. Você é um herói", escreveu uma internauta no X.
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Smit Machchhar (Foto: Reprodução/X)
O voo FZ1073 foi assumido por pilotos que estavam a bordo da aeronave como passageiros. Eles fizeram um pouso de emergência no aeroporto de Tabuk (Arábia Saudita).
O avião sobrevoava a Jordânia quando desviou sua rota rumo à Arábia Saudita após emitir sinais de emergência em três ocasiões distintas. Em uma delas, a aeronave chegou a transmitir o código de sequestro. Em meio ao incidente na cabine, o avião desceu de forma repentina e rápida e despencou 5,1 mil metros em cerca de dois minutos, sendo 4,3 mil metros em apenas 30 segundos, segundo dados do "Flightradar24".
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Voo da FlyDubai de Dubai a Tel Aviv foi desviado a Tabuk
(Arábia Saudita) (Foto: Reprodução/Google Maps)
O ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, afirmou que "um terrorista planejou derrubar um avião e assassinar os 180 israelenses a bordo".
Assim que o Boeing pousou na pista do aeroporto de Tabuk, o piloto e copiloto feridos foram levados a um hospital da região. Os dois foram interrogados por agentes sauditas.
Autoridades israelenses anunciaram a abertura de uma investigação por terrorismo. O Shin Bet, um dos braços dos serviços secretos de Israel, está à frente do caso. Autoridades de segurança de Israel estão investigando como o cidadão de Omã burlou os protocolos de segurança, visto que o sultanato na Península Arábica não mantém relações diplomáticas normalizadas com Israel.
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"Um piloto esfaqueou o outro e tentou provocar um 11 de Setembro", disse uma autoridade, segundo o Canal 12, referindo-se aos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.