Levantamento do Iede, publicado com exclusividade pelo g1, considera a situação socioeconômica das regiões para calcular quais as notas esperadas em matemática, leitura e ciências
O desempenho dos estudantes brasileiros no Pisa 2025 apresenta diferenças significativas entre os estados. Pela primeira vez, a avaliação internacional permite uma comparação direta entre as 26 unidades da Federação e o Distrito Federal nas áreas de matemática, leitura, ciências e resolução de problemas computacionais. O levantamento considera ainda as condições socioeconômicas de cada região para estimar quais seriam as notas esperadas.
Entre os estados, o Paraná aparece com os melhores resultados nas quatro áreas avaliadas, seguido por São Paulo. Santa Catarina, Minas Gerais e o Distrito Federal também estão entre as unidades com maiores médias. Na outra ponta, Alagoas ocupa as últimas posições em três das quatro avaliações. A diferença entre Paraná e Alagoas chega a mais de 120 pontos em resolução de problemas computacionais, distância que, segundo uma referência média da OCDE, equivale aproximadamente a seis anos de aprendizagem.
O Ceará foi um dos estados que apresentaram desempenho acima do esperado quando consideradas as condições socioeconômicas. Em matemática, foram 363,3 pontos, 10,5 acima da expectativa; em leitura, 394,5, com 49,7 pontos a mais; e em ciências, 393,5, 26,2 acima do esperado. A Secretaria da Educação atribui os resultados a políticas continuadas, expansão do ensino em tempo integral, formação de professores e programas de acompanhamento da aprendizagem.
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Em Goiás, os estudantes alcançaram 380,3 pontos em matemática, resultado 12,4 pontos abaixo do esperado, mas ficaram acima da expectativa em leitura e ciências. Já Minas Gerais registrou 395,7 pontos em matemática, 430,7 em leitura e 430,1 em ciências, todos acima do desempenho estimado para o estado. As secretarias estaduais relacionam os resultados a ações de recomposição da aprendizagem, incentivo à leitura, formação docente e políticas pedagógicas específicas.
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No conjunto do país, o Brasil permaneceu abaixo da média dos países da OCDE. Em comparação com 2022, o desempenho ficou estatisticamente estável em leitura e matemática, enquanto houve melhora em ciências. O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos em 91 países, e os resultados mostram diferenças importantes entre as redes de ensino brasileiras, tanto nas notas absolutas quanto quando o desempenho é comparado às condições socioeconômicas de cada estado.