Fundado em 1978, o partido PKK lutou por um estado curdo independente na Turquia por décadas
Como parte do processo de fim da luta armada na Turquia, combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) queimaram suas armas em uma região curda localizada no norte do Iraque. A cerimônia simbólica aconteceu nesta sexta-feira (11/7).
Trajando uniformes militares, soldados do grupo curdo colocaram fuzis e armas em um caldeirão, que posteriormente foi incendiado. Nas palavras de Bese Hozat, uma das comandantes do PKK, o gesto representa uma boa vontade do grupo em relação as recentes discussões de paz.
“Para o sucesso da prática do processo de paz e sociedade democrática, como um passo de boa vontade e determinação, e para prosseguir a luta pela liberdade, democracia e socialismo com políticas democráticas e métodos judiciários, com base na introdução de leis de integração democrática, em sua presença, estamos destruindo nossas armas com livre arbítrio”, declarou Hozat no evento, que contou com autoridades da Turquia e Iraque.
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Em maio deste ano, o PKK anunciou o fim de suas atividades, que duraram quase cinco décadas. A principal atividade do grupo criado em 1978 era a luta armada por um estado independente para os grupos étnicos dos curdos na Turquia. Com isso, a organização foi classificada como terrorista pelo governo turco e países aliados.
De acordo com o grupo, uma das condições para o andamento do processo de paz com a Turquia é a libertação do líder do PKK, Abdullah Ocalan, preso em uma ilha próxima a Instambul desde a década de 1990. Além disso, a organização pede maiores direitos para o grupo étnico que vive no país governado por Recep Tayyip Erdogan, como participação na política local.
Atualmente, os curdos ocupam principalmente porções da Síria, Iraque, Turquia e Irã. Eles são considerados por organismo internacionais como o maior grupo étnico sem um Estado próprio, com população estimada entre 30 e 40 milhões de pessoas.
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Depois da queima das armas, Erdogan classificou o ato como um “passo importante” para que a Turquia fique “livre do terrorismo”. Ele também falou em “paz duradoura” para a região. Até o momento, contudo, o governo turco ainda não deixou claro se aceitou, ou não, as condições impostas pelo PKK, apesar dos avanços no processo de paz.
Fonte: Metrópoles