Partido do governador eleito do RJ acusou Eduardo Paes de constranger servidores públicos a participar de atividades político-eleitorais
O Partido Liberal (PL) apresentou duas novas ações ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) contra o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), derrotado na disputa pelo governo estadual em 2026. As representações apontam suspeitas de abuso de poder político e possíveis irregularidades durante a campanha eleitoral. Em uma das ações, o atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), também aparece entre os investigados.
Uma das denúncias envolve supostas pressões sobre servidores municipais, funcionários terceirizados e trabalhadores contratados pela prefeitura para participar de atividades políticas em apoio à candidatura de Paes. Segundo o partido, teriam ocorrido convocações por grupos de WhatsApp, reuniões e listas de presença, acompanhadas do receio de possíveis represálias profissionais, como demissões e não renovação de contratos.
A representação também menciona informações reunidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu denúncias de possível assédio eleitoral, principalmente envolvendo profissionais da rede municipal de ensino. O PL pede que a Justiça investigue se Cavaliere tinha conhecimento das situações relatadas e se houve participação ou omissão da administração municipal. A candidata a vice-governadora Jane Reis também foi incluída na ação.
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A segunda denúncia questiona a utilização do canal de WhatsApp chamado "Exército do Dudu 55", que teria alcançado aproximadamente 60 mil seguidores e divulgado conteúdos favoráveis à realização de um segundo turno no estado. O partido afirma que as publicações poderiam transmitir a impressão de que uma nova votação já estava definida, apesar de o TRE-RJ ter confirmado a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos. Outros aliados de Paes também foram citados na representação.
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Nas duas ações, o PL solicita que as denúncias sejam investigadas e que, caso as irregularidades sejam comprovadas, os responsáveis sejam declarados inelegíveis por oito anos. O partido também pede a suspensão do canal de WhatsApp ou a retirada de publicações consideradas irregulares. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral e não representam comprovação de culpa dos investigados.