Senador busca acenar ao eleitorado feminino, mas campanha não tem consenso sobre nome
A poucas semanas do início das convenções partidárias, o PL ainda não definiu quem será a candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A estratégia da campanha é escolher uma mulher capaz de ampliar o diálogo com o eleitorado feminino, fortalecer alianças políticas e ajudar a reorganizar o grupo bolsonarista após os desgastes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Entre os nomes mais cotados está o da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Filiada ao Republicanos, ela participa da elaboração do programa econômico da campanha e é vista como um nome técnico, com boa relação junto ao mercado financeiro e capacidade de aproximar o PL do Republicanos. No entanto, a negociação ainda depende de acordos políticos nos estados.
Outra possibilidade é a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), considerada uma das principais lideranças do bolsonarismo. Aliados avaliam que a parlamentar possui bom trânsito tanto entre o grupo ligado a Michelle Bolsonaro quanto entre integrantes da campanha de Flávio, fator que pode ajudar a reduzir tensões internas.
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Também aparece entre as cotadas a deputada Júlia Zanatta (PL-SC), apoiada por Eduardo Bolsonaro e bastante identificada com a base mais conservadora do partido. Apesar da força entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes da campanha avaliam que sua escolha teria menor capacidade de ampliar o alcance eleitoral para além do eleitorado já consolidado do PL.
Outros nomes seguem sendo analisados, como a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que poderia fortalecer a relação com o agronegócio e partidos de centro, além da deputada Simone Marquetto (PP-SP), ex-prefeita de Itapetininga, apontada como uma liderança com forte articulação junto a prefeitos do interior paulista.
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Nos bastidores, dirigentes do partido afirmam que a escolha da vice deixou de ser apenas uma composição eleitoral e passou a representar uma decisão estratégica para ampliar alianças, fortalecer a campanha e consolidar a imagem da chapa antes do início oficial da corrida presidencial.