Senadores escolhem em fevereiro de 2027 quem comandará a Casa pelos próximos dois anos. Atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) tenta se reeleger ao cargo
O Partido Liberal (PL) deve lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado Federal, mesmo diante da aproximação política do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com parlamentares de diferentes partidos. A eleição está prevista para fevereiro de 2027.
A decisão deverá ser discutida em uma reunião da bancada do PL marcada para quarta-feira (4). A legenda pretende oficializar o nome de Marinho, que conta com o apoio de integrantes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro. Na próxima legislatura, o partido terá a maior bancada do Senado, com 28 parlamentares.
Enquanto isso, Alcolumbre intensifica as articulações para tentar permanecer no comando da Casa. O senador busca apoio inclusive entre integrantes do PL, do PP e do Republicanos. Entre as movimentações políticas recentes, estão conversas sobre a possibilidade de pautar um projeto de anistia relacionado aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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A disputa também pode envolver a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém o interesse em concorrer à presidência do Senado. A parlamentar pretende se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo e sua possível candidatura pode dividir o apoio de setores da oposição.
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Apesar da força numérica do PL, uma candidatura própria não garante a eleição de Rogério Marinho, já que são necessários pelo menos 41 votos para conquistar a presidência da Casa. As negociações devem continuar nos próximos meses, enquanto os senadores definem alianças e possíveis acordos para a votação de fevereiro de 2027.