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PL recorre ao TSE e acusa Lula de propaganda antecipada e ofensas a catarinenses
Foto: Divulgação

Partido pede remoção de vídeos com discurso do presidente e alega que declarações durante evento oficial tiveram caráter eleitoral.

O Partido Liberal (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (30), uma representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ação, a legenda acusa o chefe do Executivo de promover propaganda eleitoral antecipada e de fazer declarações consideradas ofensivas à população de Santa Catarina durante um evento oficial realizado em Itajaí, na última sexta-feira (26).

 

Segundo o partido, Lula aproveitou uma agenda institucional para comparar sua gestão com a de governos anteriores, defender seu histórico administrativo e incentivar que os eleitores avaliem "quem fez e o que fez". Para o PL, as falas ultrapassam o caráter institucional do evento e configuram promoção eleitoral antes do período permitido pela legislação.

 

A representação também questiona declarações feitas pelo presidente sobre Santa Catarina. Durante o discurso, Lula afirmou que o estado não poderia permitir o avanço do racismo, da ideia de "hegemonia branca" e da chamada "síndrome de grandeza", além de citar Adolf Hitler ao defender o combate a discursos discriminatórios.

 

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Na avaliação do PL, as falas associaram de forma generalizada os catarinenses ao racismo e ao nazismo, o que, segundo a legenda, caracteriza um discurso ofensivo contra a população do estado.

 

Outro argumento apresentado é que o pronunciamento foi transmitido pelos canais oficiais do governo e amplamente divulgado nas redes sociais, o que, de acordo com o partido, ampliou o alcance das declarações e seu potencial impacto no cenário eleitoral.

 

Como medida liminar, o PL solicita que o TSE determine a retirada dos vídeos contendo o discurso das plataformas oficiais do governo e do YouTube, além de impedir que o presidente repita declarações semelhantes em eventos públicos ou em outros meios de comunicação.

 

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A legenda também pede que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério Público Eleitoral para análise de possíveis responsabilidades. Até o momento, a Presidência da República não havia se manifestado oficialmente sobre a representação. 

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