NOTÍCIAS
Política
Planalto avalia que Dino pode questionar obrigatoriedade de emendas
Foto: Divulgação

Esperança do governo acontece em meio à prévia de guerra pelo calendário de emendas, dispositivo que retiraria poderes do Executivo

O Planalto acredita que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino vai questionar a obrigatoriedade de o governo federal pagar emendas parlamentares. Desde 2015, o Legislativo vem obrigando o Executivo a pagar fatia cada vez maior das transferências assinadas por congressistas, diminuindo o poder do presidente da República na negociação com deputados e senadores.

 

A esperança foi acesa entre interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na esteira do processo já em curso no STF contra o novo orçamento secreto. Dino comprou uma briga contra o Legislativo para estabelecer critérios de transparência para as emendas de comissões temáticas e de bancadas estaduais, cuja autoria não é clara, o que dificulta o rastreio.

 

Dino suspendeu em mais de uma ocasião esse tipo de repasse pela falta de transparência, e em setembro último bloqueou também as chamadas “emendas Pix” para nove dos 10 municípios que mais recebem verba do Congresso a partir dessa modalidade. A ofensiva levou parte do Planalto a acreditar que, em um momento futuro, o ministro estará disposto a aceitar questionamentos à própria obrigatoriedade de pagamento de emendas.

 

Veja também

 

STF tem maioria para manter Sergio Moro como réu por calúnia contra Gilmar Mendes

 

Caiado diz que postura de Ciro Nogueira é 'vergonhosa' ao se colocar como 'porta-voz' de Bolsonaro

 

O HISTÓRICO DAS EMENDAS:


Originalmente, o governo escolhia quais parlamentares teriam pagamentos liberados, e também quando;


A liberação das emendas criou a lógica do “toma-lá-dá-cá” entre o Congresso e o Planalto;


Em 2015, o Congresso aprovou uma PEC determinando a impositividade das emendas;

 

 

Dessa forma, o Executivo passou a controlar apenas quando pagar as emendas, mas é obrigado a pagar a maior parte delas todo ano.


A possibilidade de questionamento da impositividade acontece em um momento em que o Congresso também pretende dobrar a aposta e impor ao Planalto um calendário de pagamento dos repasses dos congressistas.

 

Na prática, o cronograma obrigaria a transferência da maior parte dos recursos até três meses antes da eleição e tiraria do Executivo seu último poder de barganha com o Legislativo.

 

 

Como o Planalto é obrigado a pagar a maior parte das transferências, resta ao Executivo hoje somente controlar a vazão dos recursos. Perder essa prerrogativa, considera o governo, seria como uma morte extraoficial do presidencialismo.

 

Por isso o governo também prepara suas armas. O Planalto está pronto para vetar o calendário de emendas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Além disso, demonstra disposição para questioná-lo no STF se o Legislativo derrubar o veto.

 

Fotos:Reprodução

 

O governo se sente empoderado pelo bom momento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem recuperando popularidade, algumas vezes à custa de deslizes do Congresso frente à opinião pública. A avaliação é que, se o petista for reeleito, o STF poderá ter espaço político para derrubar a impositividade das emendas.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

O Planalto cita que situação semelhante ocorreu em 2022. Logo após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF julgou o orçamento secreto inconstitucional.

 

Fonte:Metropóles

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.