NOAA informou que a ejeção de massa coronal consiste em uma grande quantidade de plasma e campo magnético lançada pelo Sol
A Terra está sob alerta para uma tempestade geomagnética provocada por uma ejeção de massa coronal (EMC) do Sol. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno poderia afetar o campo magnético terrestre entre sexta-feira (28) e sábado (29).
A previsão indicava que a tempestade poderia alcançar a categoria G2, considerada moderada. A escala utilizada para classificar as tempestades geomagnéticas vai de G1, de menor intensidade, a G5, considerada extrema.
As ejeções de massa coronal são grandes nuvens de plasma e campo magnético liberadas pelo Sol. Quando atingem a Terra, podem provocar perturbações no campo magnético do planeta e aumentar a atividade geomagnética.
Veja também
.jpg)
Telescópio da Nasa vai mapear 1 bilhão de galáxias e enxergar área 100 vezes maior que o Hubble
Segundo a NOAA, alertas desse tipo não são comuns, mas também não são considerados eventos extremamente raros.
Além da ejeção de massa coronal, o período de instabilidade geomagnética também está relacionado à presença de um buraco coronal no Sol.
Essas regiões apresentam menor densidade de plasma e linhas do campo magnético que se estendem para o espaço. Como consequência, o vento solar consegue escapar com maior velocidade, formando fluxos de alta velocidade, conhecidos pela sigla HSS.
Quando essas partículas alcançam a região próxima à Terra, podem comprimir a magnetosfera, o campo magnético que protege o planeta. Dependendo da intensidade da interação, podem surgir tempestades geomagnéticas.
De acordo com a NOAA, uma tempestade geomagnética de categoria G2 pode provocar impactos principalmente em sistemas tecnológicos.
Em regiões de altas latitudes, redes elétricas podem registrar alterações de tensão e, em casos de eventos prolongados, transformadores podem ser afetados.
As comunicações por rádio de alta frequência (HF) também podem sofrer interferências, especialmente em regiões mais próximas aos polos.
Outro efeito possível é a expansão da área de observação das auroras boreais. Durante uma tempestade G2, o fenômeno pode ser observado em locais dos Estados Unidos mais ao sul do que normalmente ocorre, dependendo das condições da tempestade.
Antes da previsão de uma tempestade G2, a NOAA havia emitido um alerta para uma tempestade geomagnética de categoria G1, considerada menor, para quinta-feira (27).
Esse tipo de evento pode provocar pequenas oscilações em redes elétricas, impactos mínimos em satélites e alterações no ambiente espacial capazes de interferir na orientação de alguns animais migratórios.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A intensidade das tempestades, porém, pode variar conforme a velocidade, a densidade e a orientação do campo magnético do material solar que chega à Terra.