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Plano 'Made in Brazil' da Shein emperra, e marketplace com 50 mil lojistas vira aposta para o Brasil
Foto: Reprodução

Para isso, a operação com lojistas será ampliada para cinco estados

Com 30 mil lojistas, a venda de produtos de terceiros passou a responder por 60% do faturamento da marca no Brasil desde 2023, quando o modelo foi adotado. A meta é chegar ao fim deste ano com 40 mil a 50 mil vendedores. Para isso, a operação com lojistas será ampliada para cinco estados - Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Quando entra em uma nova região, a Shein abre o cadastro para vendedores locais e amplia sua malha logística. O modelo, que começou em São Paulo, foi ampliado ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A expansão virá acompanhada de um portfólio maior, com venda de livros e até de alimentos, anunciou a plataforma de e-commerce nesta quarta-feira.

 

Diferentemente do marketplace, em que vendedores independentes usam a plataforma para comercializar, o modelo de produção nacionalizada da Shein previa crescimento a partir de parcerias diretas com fábricas brasileiras. Mas a empresa tem enfrentado desafios para seguir o modelo, admite Felipe Feistler, diretor-geral da Shein no Brasil.

 

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Para crescer, as fábricas precisam mudar a forma como operam, e nem todas conseguem ou querem fazer isso. O marketplace, por outro lado, já tem uma estrutura pronta e os vendedores se adaptam mais rápido — afirmou o executivo, em conversa com jornalistas no escritório da empresa em São Paulo.Em 2023, a marca contava com 336 fábricas produzindo no Brasil. Este ano, deixou de revelar o número exato, mas afirma que são mais de 300 parceiros. Feistler diz que a operação ficou “estável" nesse período. O motivo da estagnação, segundo ele, são gargalos da indústria nacional, o que inclui pouca flexibilidade para a produção rápida e sob demanda.

 

Shein enfrenta obstáculos na produção local e aposta em marketplace com 50  mil lojistas

Foto: Reprodução

 

Apesar do "Made in Brazil" avançar a passos lentos, a empresa mantém a meta de ter 85% das vendas locais feitas com produtos nacionais, incluindo itens de lojistas e da produção sob demanda. Atualmente, 40% do que é comercializado na plataforma vem da China ou de fabricantes locais. A Shein não revela, no entanto, a fatia total de vendas com produtos nacionais.

 

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Quando anunciou a meta de ampliar a produção no Brasil, a Shein destacou a iniciativa como um passo estratégico para fortalecer a presença no país. Executivos chegaram a ter encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O movimento aconteceu em um período em que o governo federal discutia a taxação de compras internacionais. 

 

Fonte: CNN

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