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Plano Nacional de Arborização Urbana é consolidado mirando a COP30
Foto: Reprodução

MMA intenciona apresentar em Belém conjunto de diretrizes para instrumentalizar localidades com foco na resiliência climática e no combate às desigualdades

Após finalizar a primeira etapa de escuta pública, o governo federal começa a consolidar o Plano Nacional de Arborização Urbana (PLaNau), que deverá ser apresentado em novembro na Cúpula do Clima da ONU (COP30), em Belém. Ainda que esteja sendo alardeada como a “COP da Amazônia” – o que remete à grande floresta tropical, solo de imensurável biodiversidade – a capital paraense está, ela mesma, dentre as menos arborizadas do país, juntamente com outras municipalidades do território amazônico.

 

Os extremos climáticos transformam-se em catástrofes exatamente quando atingem as cidades, mais vulneráveis a deslizamentos e alagamentos onde o solo sem vegetação é menos favorável à drenagem e absorção. Com ondas de calor cada vez mais frequentes, o sombreamento e a regulação de temperatura também são serviços ecossistêmicos dentre os diversos oferecidos pelas árvores urbanas com reflexos diretos na saúde do ambiente e das pessoas. Não raro o acesso às áreas verdes é mais escasso nas periferias, principalmente das grandes cidades, o que insere a arborização como uma temática ligada às políticas locais ambientais – e também sociais.

 

Após finalizar a primeira etapa de escuta pública, o governo federal começa a consolidar o Plano Nacional de Arborização Urbana (PLaNau), que deverá ser apresentado em novembro na Cúpula do Clima da ONU (COP30), em Belém. Ainda que esteja sendo alardeada como a “COP da Amazônia” – o que remete à grande floresta tropical, solo de imensurável biodiversidade – a capital paraense está, ela mesma, dentre as menos arborizadas do país, juntamente com outras municipalidades do território amazônico.

 

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Para buscar dar conta desses enredamentos, o Plano está sendo construído em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) e de outras instituições de ensino e pesquisa. com coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A Implementação está por conta da organização internacional Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI).

 

A iniciativa é parte da implementação do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) e, segundo o secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, tem como foco tornar as cidades brasileiras mais resilientes aos extremos climáticos. “Arborizar cidades é uma medida concreta de justiça social, saúde pública e adaptação às mudanças climáticas. Não basta plantar árvores, é preciso planejar e cuidar, garantindo qualidade de vida para quem vive nos centros urbanos”, afirma Perpétuo.

 

“É um momento bastante oportuno porque a gente enfrenta uma urgência climática sem precedentes. Precisamos construir ações imediatas e também efetivas para mitigar esses impactos e para regenerar os nossos ecossistemas. E aí, quando falamos de plantar árvore, estamos falando da ação que é a forma mais eficaz de reduzir as emissões de efeito estufa – e, ao mesmo tempo, de promover qualidade de vida, de trazer saúde, de trazer ganhos sociais e econômicos para as cidades”, explica Léa Gejer, Coordenadora Técnica do ICLEI Brasil, ao ((o))eco. Ainda de acordo com a especialista, o plano pretende articular o planejamento urbano com o planejamento climático das cidades.

 

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Para a primeira fase de construção do texto foram utilizados métodos participativos que incluíram a realização de cinco oficinas em todas as regiões do Brasil. Campinas, Manaus, Curitiba, Recife e Campo Grande receberam gestores públicos, técnicos e membros da sociedade civil para discutir desafios e apresentar demandas. Os encontros formaram parte ainda do processo de pesquisa de compreensão das distintas características dos territórios, levando em conta fatores como biomas, clima e cultura. 

 

Fonte: O Eco

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