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Segredos de Bastidores
PLÍNIO VALÉRIO CONTESTA A 'REGRA DO GOVERNADOR' CITADA POR GEORGE TASSO E DIZ: SENADO NO AMAZONAS NÃO ANDA EM FILA
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

*Por Antônio Zacarias - A análise publicada ontem — de que, no Amazonas, quem não estiver com o governador certo pode ficar fora do Senado — provocou reação imediata nos bastidores. Um dos contrapontos mais diretos veio do senador Plínio Valério, que discordou frontalmente da leitura histórica apresentada pelo intelectual George Tasso, observador atento da cena amazonense e leitor rigoroso dos movimentos de bastidores. Sua leitura não nasce de impressões momentâneas, mas da observação continuada do comportamento do eleitor e da engrenagem real do poder no Amazonas.

 

A discordância de Plínio

Em mensagem enviada a mim via WhatsApp, logo de manhã cedo, Plínio sustenta que a equação “governador forte = senador eleito” não se sustenta na prática como regra absoluta.

 

História não é linha reta

Segundo o senador, basta revisitar a história recente para perceber que a lógica do “pacote fechado” nem sempre se confirma.

 

Exemplos do passado

Plínio cita nominalmente Jeferson Peres, Arthur Virgílio Neto e Vanessa Grazziotin para reforçar seu argumento: trajetórias ao Senado que, em diferentes momentos, não obedeceram cegamente ao alinhamento com o governador vencedor.

 

Uma chapa não faz dois

Na leitura de Plínio, a ideia de que uma chapa majoritária elege automaticamente dois senadores ignora um detalhe central: o Senado, muitas vezes, se decide por perfis distintos, não por clonagem política.

 

Equilíbrio do eleitor

Para ele, o eleitor amazonense costuma distribuir seus votos de forma menos mecânica do que sugerem as análises puramente matemáticas.

 

Um lado e outro

Historicamente, segundo o senador, o Senado tende a refletir um certo equilíbrio de forças — um nome mais alinhado ao poder local, outro com identidade própria ou trajetória independente.

 

O erro da simplificação

Plínio avalia que reduzir o Senado ao “arrasto” do governador é simplificar demais um jogo que envolve reputação, história pessoal, recall eleitoral e posicionamento político.

 

Na prática, não se sustenta

O senador foi direto: na prática eleitoral, essa lógica não se mantém como regra fixa, ainda que possa funcionar em alguns cenários específicos.

 

Análise versus vivência

Nos bastidores, a leitura é clara: enquanto analistas observam padrões, quem disputou e venceu eleições aponta as exceções que quebram a regra.

 

2026 em aberto

O contraponto de Plínio reforça que a eleição de 2026 ainda comporta variáveis fora do script tradicional.

 

Regra ou tendência?

Fica a provocação: o Senado do Amazonas obedece a uma regra imutável ou apenas a tendências que podem ser rompidas?

 

Bastidor dividido

Se ontem a conta parecia fechada, hoje ela volta a ser debatida. Nos bastidores, ninguém mais trata o tema como consenso absoluto.

 

A política gosta de exceções

E, como lembra um senador experiente, na política amazonense, toda regra costuma carregar pelo menos uma boa exceção.

 

*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

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