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08/11/2020

Podem existir milhares de planetas de diamante na nossa galáxia, diz estudo

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Foto: Reprodução

A pesquisa foi publicada no periódico científico The Planetary Science Journal

 Aqui, no Sistema Solar, temos uma variedade interessante de planetas, incluindo a Terra, mas são limitados pela composição do Sol. Luas, asteroides, planetas e outros corpos celestes são feitos do que sobrou depois que o Sol terminou de se formar.

 

Mas, nem todas as estrelas são feitas da mesma matéria que o Sol, o que significa que lá fora, nas vastas extensões da Via Láctea, podemos esperar encontrar exoplanetas totalmente diferentes dos conhecidos em nosso pequeno Sistema Solar.


Por exemplo, estrelas que são ricas em carbono em comparação com o nosso Sol, podem ter exoplanetas feitos principalmente de diamante e um pouco de silício (areia), se as condições forem adequadas. Agora, cientistas esmagaram e aqueceram em laboratório carboneto de silício para descobrir quais seriam as condições ideais. A pesquisa foi publicada no periódico científico The Planetary Science Journal.

 

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A ideia de que estrelas – com uma proporção de carbono e oxigênio mais alta que o Sol – podem produzir planetas de diamante, surgiu pela primeira vez com a descoberta da estrela binária 55 Cancri, rica em carbono, a 41 anos-luz de distância. Mais tarde, porém, constatou-se que a riqueza em carbono não era tão grande assim.

 

Mas, entre 12% e 17% dos sistemas planetários podem estar localizados em torno de estrelas ricas em carbono. Nós já descobrimos milhares de estrelas com exoplanetas e isso poderia indicar uma enorme possibilidade de planetas de diamantes orbitando estas estrelas.

 

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Os cientistas já exploraram e confirmaram a ideia de que esses planetas são, provavelmente, compostos principalmente de carbonetos, compostos de carbono e outros elementos. Se tal planeta fosse rico em carboneto de silício, os pesquisadores levantaram a hipótese, e se a água estivesse presente para oxidar o carboneto de silício e convertê-lo em silício e carbono, então, com calor e pressão suficientes, o carbono poderia se tornar diamante.

 

Para confirmar a hipótese, eles se voltaram para uma célula de bigorna de diamante, um dispositivo usado para espremer pequenas amostras de material a pressões muito altas.

 

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Fotos: Reproduções

 

Eles pegaram pequenas amostras de carboneto de silício e as mergulharam em água. Em seguida, as amostras foram colocadas na célula da bigorna de diamante, que as esmagou a pressões de até 50 gigapascais – cerca de meio milhão de vezes a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar. Depois que as amostras foram espremidas, a equipe as aqueceu com laser.

 

Ao todo, eles conduziram 18 execuções do experimento – e descobriram que, assim como haviam previsto, em altas temperaturas e alta pressão, suas amostras de carboneto de silício reagiram com água para se converterem em sílica e diamante.

 


Se pudéssemos identificar esses planetas – talvez por seus perfis de densidade e a composição de suas estrelas – poderíamos, portanto, excluí-los da lista de planetas que poderiam hospedar vida.

 

Seus interiores, disseram os pesquisadores, seriam muito difíceis para a atividade geológica, e sua composição tornaria seus ambientes inóspitos para a vida como a conhecemos.

 

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“Quanto mais aprendemos, melhor seremos capazes de interpretar novos dados de missões futuras com o Telescópio Espacial James Webb e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman para entender os mundos que estão além em nosso próprio Sistema Solar”, disse um dos cientistas do estudo.

 

Jornal Ciência

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