Caso pode chegar a 13 óbitos ligados a técnicos de enfermagem acusados de envenenamento
A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar outras seis mortes ocorridas no Hospital Anchieta, em Taguatinga. A suspeita é de que os casos tenham relação com o trio de técnicos de enfermagem já acusado de provocar a morte de três pacientes na unidade.
De acordo com a corporação, foram instaurados novos inquéritos para apurar cada uma das mortes registradas em dezembro de 2025. As vítimas tinham entre 73 e 83 anos e sofreram paradas cardiorrespiratórias repentinas, o que levou familiares a procurarem a polícia.
Com a ampliação, o número de óbitos sob investigação chega a 13. Os investigadores irão analisar prontuários médicos e cruzar informações com as escalas de trabalho da UTI do hospital para esclarecer os fatos.
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Os técnicos Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva são acusados de injetar doses elevadas de medicamentos em pacientes. Três mortes já foram diretamente associadas ao grupo.
A denúncia contra os suspeitos foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para o prosseguimento do processo por homicídio qualificado. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios acusa os envolvidos de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Caso sejam condenados, os técnicos podem cumprir penas que variam de 12 a 30 anos de prisão por cada morte, além de responder por tentativas de homicídio.
As primeiras suspeitas surgiram após o próprio hospital identificar circunstâncias incomuns nos óbitos e comunicar o caso às autoridades. A investigação teve início com a deflagração da Operação Anúbis, em janeiro.
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O caso ainda está em andamento e busca esclarecer a dinâmica das mortes, o envolvimento de cada suspeito e a possibilidade de participação de outras pessoas. As defesas dos investigados negam as acusações e afirmam que os fatos ainda estão sendo apurados.