Pistola Glock 9mm estava em carro de militar do GSI que atua na segurança do ex-presidente. Conduta de ambos pode ser infração administrativa ou até violação do Estatuto do Desarmamento, dizem investigadores
A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu, na tarde desta terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz realizada em Brasília.
O depoimento foi colhido no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A oitiva foi conduzida pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, após autorização judicial. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido para que o depoimento ocorresse por videoconferência.
A arma apreendida é uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Bolsonaro. O armamento estava dentro de um veículo conduzido por um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do ex-presidente.
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Segundo as investigações, a pistola foi apreendida porque estava sendo transportada sem o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido por lei. Apesar de o armamento estar regularizado, a ausência da documentação motivou a retenção.
Investigadores avaliam duas possibilidades para o caso: infração administrativa, caso seja considerada apenas a falta do documento durante o transporte, ou violação do Estatuto do Desarmamento, se ficar comprovado descumprimento de exigências legais mais graves.
A defesa de Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a arma havia sido deixada inoperante pela equipe de segurança, com a retirada do percussor, devido a preocupações relacionadas ao estado de saúde do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro teria solicitado o envio da pistola para reparo após constatar falhas no mecanismo.
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O caso segue sob investigação da Polícia Civil do DF, com acompanhamento do STF, que deve analisar os próximos desdobramentos do inquérito.