Benício teve piora do quadro de saúde assim que a médica responsável prescreveu adrenalina via intravenosa ao paciente; segundo os laudos periciais, o menino teve overdose
A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em Manaus, foi resultado de um erro médico durante o atendimento em um hospital particular da capital.
De acordo com as investigações, a criança morreu após receber adrenalina por via intravenosa, procedimento considerado inadequado para o quadro clínico apresentado. A substância deveria ter sido administrada por nebulização, conforme apontam os protocolos médicos.
O inquérito identificou uma série de falhas ao longo do atendimento, envolvendo diferentes profissionais de saúde. A médica responsável pela prescrição teria indicado incorretamente a forma de aplicação do medicamento e não realizou a revisão da receita, etapa obrigatória de segurança. Já a técnica de enfermagem que aplicou a medicação também é apontada por não ter interrompido o procedimento, mesmo diante de possíveis alertas.
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As autoridades classificam o caso como um erro sistêmico, resultado de falhas encadeadas que comprometeram a segurança do paciente. A investigação também aponta problemas na gestão da unidade hospitalar, incluindo a ausência de mecanismos adequados de conferência de medicamentos.
Além disso, elementos apurados durante o inquérito indicam condutas consideradas incompatíveis com a gravidade da situação. Dados extraídos do celular da médica mostram que ela realizava atividades paralelas durante o atendimento, o que, segundo a polícia, evidencia falta de atenção adequada ao caso.
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O caso ocorreu em novembro de 2025 e ganhou grande repercussão. A Polícia Civil deve encaminhar o resultado das investigações à Justiça, que vai analisar a responsabilização dos envolvidos.