Delegado Ivo Martins e equipe de policiais do 19º DIP cumpriram mandado de prisão na casa do militar acusado
O delegado Ivo Martins, titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), divulgou informações referentes ao cumprimento de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um sargento da reserva, de 61 anos.
O militar atuava à disposição da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) é suspeito de estuprar uma interna do sistema prisional durante sua transferência do município de Humaitá para Manaus, no dia 18 de julho deste ano.
O delegado titular informou que a ordem judicial em nome do investigado foi cumprida na terça-feira (29/07), no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.
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O crime foi praticado durante a transferência da detenta reeducanda, no momento em que o veículo apresentou uma pane na estrada e dois membros da equipe se ausentaram para buscar alimentação em um restaurante.

Policial Militar é acusado de estupro da mulher custodiada
Nesse momento, o agente teria consumado o ato criminoso contra a custodiada, que se encontrava em situação de extrema vulnerabilidade, algemada nos pés e nas mãos.
“Segundo as apurações, a vítima foi submetida à violência sexual com conjunção carnal, o que gerou profunda repulsa por parte da sociedade e das instituições envolvidas”, afirmou Martins.
A Delegacia de Polícia foi notificada compulsoriamente, por meio de comunicação oficial encaminhada pela Seap, que, desde o início das investigações, tem colaborado com todos os elementos necessários para o andamento do inquérito.
A Seap também acionou a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que realizaram a escuta qualificada da interna. A denúncia foi formalizada no momento da chegada ao Centro de Detenção Feminino (CDF), durante os procedimentos de triagem padrão, que incluem avaliação médica e atendimento psicossocial.

Delegado Ivo Martins revelou todos os detalhes
sobre o crime ea prisão do policial militar
Com base no encaminhamento da médica ginecologista do sistema prisional, foi instaurado o Inquérito Policial (IP) e iniciadas as diligências.
Em um primeiro momento, o infrator negou a autoria, mantendo-se em silêncio quanto à prática do crime. No entanto, uma confissão feita a outro membro da comitiva revelou a veracidade dos fatos. Ao ser reinquirido na delegacia, ele optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
As providências foram adotadas de forma célere, resultando no cumprimento do mandado de prisão preventiva e na imediata retirada do infrator da convivência social, como forma de resguardar a dignidade e os direitos da reeducanda.

Major PM Chagas disse que a Corregedoria da PMAM
também já instaurou sindicência disciplinar (Fotos: Divulgação)
Os servidores envolvidos na ocorrência foram afastados imediatamente e, em seguida, exonerados das funções que exerciam na secretaria. A Corregedoria geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas instaurou sindicância administrativa para apurar os fatos e eventuais responsabilidades.
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O major PM Sidiney Chagas, da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PMAM, afirmou que medidas administrativas já foram tomadas para apurar a conduta do policial militar da reserva.
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