Ministro do STF determinou o compartilhamento de dados da investigação que apura suspeitas de fraude em contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo e possível uso de emendas na produção de filme sobre Bolsonaro
A Polícia Civil de São Paulo começou a compartilhar com a Polícia Federal os dados apreendidos durante uma operação que teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida ocorre após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação investiga suspeitas de irregularidades em um contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. A entidade recebeu recursos para a instalação de pontos de Wi-Fi em regiões periféricas da capital paulista, e a Polícia Civil apura possíveis fraudes e desvio de dinheiro público.
O material apreendido durante as buscas poderá agora ser analisado pela PF em uma investigação que apura o possível uso irregular de emendas parlamentares. Entre os parlamentares citados está o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que destinou cerca de R$ 2 milhões em emendas ao instituto. Frias afirma que o dinheiro não foi utilizado na produção do filme.
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A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa, e sua proprietária, Karina Ferreira da Gama, também estão no radar das investigações. A defesa de Karina nega o uso de dinheiro público no filme e afirma que a produção teve custo de aproximadamente R$ 75 milhões, financiado com recursos privados.
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Foto: Reprodução
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A decisão do STF amplia o cruzamento de informações entre as investigações e coloca novas provas nas mãos da Polícia Federal. O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, em negociações relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. As apurações continuam em andamento.