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Polícia desmonta esquema de fraudes instalado em prédio da Faria Lima
Foto: Divulgação

Criminosos usavam endereço nobre da Faria Lima para dar aparência legal a golpes contra idosos.

A Polícia Civil de São Paulo desarticulou, na última quinta-feira (22), uma central de golpes que operava dentro de um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital região considerada um dos principais polos financeiros do país. O endereço era usado estrategicamente para conferir aparência de legalidade ao esquema criminoso.

 

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), os suspeitos utilizavam dados obtidos ilegalmente para abordar vítimas, em sua maioria idosos, com a promessa de recuperação de supostos “créditos podres”. Na prática, as pessoas eram induzidas a pagar valores que não deviam.

 

No local funcionava uma empresa de fachada, que misturava atividades legítimas de cobrança com operações fraudulentas. Documentos usados durante os contatos com as vítimas foram apreendidos pelos investigadores.

 

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A ação faz parte da Operação Título Sombrio, conduzida por policiais da 4ª Delegacia da DCCIBER, especializada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos. Segundo a polícia, o grupo mantinha uma falsa central de cobrança estruturada para enganar consumidores.

 

Além da unidade na Faria Lima, os agentes também cumpriram diligências em Carapicuíba, na Grande São Paulo, onde funcionava outra base do esquema. Ao todo, 12 suspeitos foram levados à sede da DCCIBER para averiguação do envolvimento nos crimes.

 

COMO O GOLPE FUNCIONAVA

 

As investigações apontam que os criminosos iniciavam o golpe com o envio massivo de mensagens fraudulentas, que simulavam ordens judiciais, bloqueios de CPF e cobranças urgentes. As vítimas eram então direcionadas para atendimento telefônico.

 

Durante as ligações, os operadores se apresentavam como funcionários dos setores jurídico e de cobrança, ameaçando com penhoras, protestos em cartório e bloqueios de benefícios caso os valores não fossem pagos.

 

Segundo os policiais, o esquema se sustentava pelo alto grau de intimidação psicológica imposto às vítimas. A estrutura criminosa envolvia empresas interligadas, que compartilhavam sócios, endereços, além de dados operacionais e contábeis, o que dificultava a identificação imediata das fraudes.

 

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As investigações seguem para apurar a extensão do prejuízo causado e identificar outras possíveis vítimas. 

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