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Polícia do Maranhão aponta possível queda no Rio Mearim como principal hipótese para desaparecimento de irmãos
Foto: Divulgação

Após quase dois meses de buscas em Bacabal, investigação segue aberta e não descarta outras linha

A Polícia Civil do Maranhão trabalha com a hipótese de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, tenham se perdido na mata e caído no Rio Mearim, em Bacabal (MA). As crianças estão desaparecidas desde 4 de janeiro.

 

Passados um mês e 19 dias do sumiço, as investigações continuam sem conclusão. Segundo o delegado responsável pelo caso, a ausência de vestígios concretos dificulta o avanço das apurações, mas a possibilidade de afogamento é considerada, neste momento, a linha mais consistente.

 

Desde o desaparecimento, forças de segurança mantêm operações contínuas no quilombo São Sebastião dos Pretos. A região é marcada por vegetação densa, chuvas frequentes e diversos cursos d’água, o que torna as buscas mais complexas.

 

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De acordo com a polícia, cada informação recebida é verificada. Apesar disso, o inquérito ainda não foi finalizado e outras hipóteses não estão descartadas.

 

RELATO DO PRIMO

 

A área central das buscas foi definida com base no depoimentode Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças, que também desapareceu no dia 4 de janeiro e foi encontrado com vida três dias depois.

 

O relato do menino levou as equipes até uma construção abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada próxima ao Rio Mearim, onde as crianças teriam passado ao menos uma noite. Após varreduras na mata sem resultados, as buscas no rio foram intensificadas.

 

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, com apoio da Marinha, realizou buscas subaquáticas com uso de equipamento side scan sonar durante cinco dias consecutivos, mas nenhum indício foi localizado.

 

Segundo a Polícia Civil, o tempo decorrido até a identificação de pontos estratégicos pode ter comprometido a eficácia das buscas.

 

CRONOLOGIA DO CASO

 

4 de janeiro: Anderson (8), Ágatha (6) e Allan (4) saem de casa para brincar e desaparecem.

 

5 de janeiro: Operação é montada com apoio das polícias Civil e Militar e dos bombeiros.

 

6 de janeiro: Buscas ganham reforço de helicópteros, drones e cães farejadores.

 

7 de janeiro: Anderson é encontrado com vida a cerca de 4 km de casa.

 

9 de janeiro: Prefeitura anuncia recompensa de R$ 20 mil por informações.

 

10 de janeiro: Exército Brasileiro reforça operação; cerca de 340 pessoas participam das buscas.

 

15 de janeiro: Polícia identifica a “casa caída” próxima ao rio.

 

17 a 22 de janeiro: Marinha intensifica buscas no Rio Mearim; operações aquáticas são encerradas no dia 22.

 

25 de janeiro: Denúncia sobre possível avistamento em São Paulo é descartada.

 

26 de janeiro: Delegado desmente boatos sobre envolvimento da família.

 

3 de fevereiro: Polícia prioriza hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata.

 

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As investigações continuam, e a polícia reforça que qualquer informação relevante pode ser comunicada às autoridades. 

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