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Polícia Federal abre nova investigação sobre o BRB e apura indícios adicionais de gestão fraudulenta
Foto: Reprodução

Inquérito foi autorizado pelo STF após auditoria apontar novos achados ligados a operações com o Banco Master

A Polícia Federal instaurou um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. A apuração amplia investigações já em curso sobre operações envolvendo o Banco Master, cuja tentativa de compra pelo BRB, anunciada em março do ano passado, acabou barrada pelo Banco Central.

 

Segundo informações obtidas pelo blog, a nova investigação foi aberta após a identificação de indícios adicionais de irregularidades, que vão além das suspeitas já apuradas no caso da proposta de aquisição do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro. A abertura do inquérito ocorreu após o BRB encaminhar à PF um relatório preliminar de auditoria independente, que apontou “achados relevantes” sobre a condução de operações financeiras do banco.

 

A autorização para a nova apuração partiu do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito foi aberto oficialmente na sexta-feira (30) e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação havia sido antecipada pela colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, e foi confirmada pelo blog.

 

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As investigações em curso indicam que o BRB teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões na compra de carteiras de crédito do Banco Master que, segundo apurações, não pertenciam de fato à instituição e não possuíam garantias. O prejuízo potencial para o banco público pode chegar a R$ 5 bilhões. Apesar disso, o BRB afirma manter estabilidade financeira e já informou que o governo do Distrito Federal sinalizou a possibilidade de um aporte direto para cobrir eventuais perdas.

 

No próximo mês, o BRB deverá apresentar seu balanço financeiro atualizado, que deve detalhar o impacto das operações com as carteiras consideradas fraudulentas. Ao longo de 2025, o banco tentou adquirir parte significativa do Banco Master, com apoio do governo do DF, mas a operação foi vetada pelo Banco Central. Paralelamente, a PF apura se houve falhas graves nos processos internos de análise, aprovação e governança dessas transações.

 

Em novembro, uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público resultou no afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido. Além da PF, o Ministério Público, o Banco Central, a nova diretoria do BRB e uma auditoria independente seguem apurando o caso, embora ainda não tenham divulgado conclusões finais.

 

As investigações também revelam que o Banco Master emitiu cerca de R$ 50 bilhões em CDBs, oferecendo rendimentos acima do mercado sem comprovação de liquidez suficiente. Parte desses recursos teria sido aplicada em ativos considerados inexistentes, ligados a créditos da empresa Tirreno, posteriormente revendidos ao BRB por R$ 12,2 bilhões, sem documentação adequada. O Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central em novembro, após a constatação de riscos elevados e alto custo de captação.

 

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Em nota, o BRB afirmou que tem colaborado com as autoridades, adotado medidas para preservar seus interesses e recuperar ativos, e reiterou que segue sólido, mantendo o compromisso com seus clientes e com o desenvolvimento econômico e social de Brasília e da região. 

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