Ahmed Mohamad Oliveira, que antes da conversão ao Islamismo se chamava José Carlos Oliveira, é acusado de receber vantagens indevidas
A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro do Trabalho e Previdência Ahmed Mohamad Oliveira atuou como “pilar institucional” para o funcionamento do esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). À época, ele se chamava José Carlos Oliveira, mas mudou de nome após ter se convertido ao Islamismo.
A conclusão está no relatório de investigação que baseou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ele autorizou a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da PF, nesta quinta-feira (dia 13). Oliveira foi um dos alvos da ação e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Oliveira foi presidente do INSS, diretor de Benefícios e ministro do Trabalho e Previdência. De acordo com as investigações, Oliveira autorizou repasses ilegais e recebeu vantagens indevidas. No relatório, ele também é citado pelo nome religioso.
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Após apreender uma planilha, os investigadores conseguiram identificar o recebimento de pelo menos R$ 100 mil de propina de empresas de fachada. Segundo a PF, ele foi citado pelos codinomes “São Paulo e Yasser”.
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Além disso, a PF apontou que, em junho de 2021, na condição diretor de benefícios, Oliveira assinou a liberação de R$ 15,3 milhões para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) sem a devida comprovação das filiações de aposentados à entidade.
Fonte: Extra