Relatório também registra apreensão de computador apresentado como “corrompido” e de notebook que servidores disseram não existir no local
A Polícia Federal concluiu o relatório da operação realizada na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), que investiga o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício eleitoral. Segundo os investigadores, há indícios de que funcionários da agência já tinham conhecimento da decisão judicial antes da chegada das equipes ao local.
A operação ocorreu em 3 de setembro, após autorização da Justiça Eleitoral diante da suspeita de que documentos e dados relacionados a admissões e desligamentos de servidores poderiam ser destruídos, ocultados ou alterados. A investigação envolve o governador Roberto Cidade, o vice-governador Serafim Corrêa e o presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu. O Ministério Público Eleitoral também pediu o afastamento de William da presidência da agência.
Durante as buscas, um computador utilizado pelo setor de Recursos Humanos chamou a atenção dos policiais. Segundo o relatório, o equipamento havia sido encaminhado para manutenção na manhã da operação e foi localizado na sala de rede da agência, onde foi apresentado à equipe com a informação de que estaria “corrompido”. A PF informou que somente uma perícia poderá determinar a origem do problema e verificar se houve apagamento ou alteração de dados.
Veja também

Homem é preso após ser filmado agredindo cachorro em Itacoatiara.
Outro episódio registrado pelos investigadores envolve um notebook encontrado na antessala da Presidência. Segundo a PF, William e outros servidores haviam informado que não existiam outros notebooks, mídias removíveis ou celulares corporativos no ambiente. Durante as buscas, porém, os agentes localizaram o equipamento ao lado do computador utilizado pela Presidência. Também foram apreendidos outros dispositivos eletrônicos para análise e preservação da cadeia de custódia.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A PF informou ainda que a Aadesam já tinha separado documentos solicitados pela Justiça antes da chegada dos agentes, após a decisão ter sido identificada por meio de uma notificação automática do sistema processual. A investigação também cumpriu mandados em outros endereços, incluindo um comitê de campanha no Japiim. O Governo do Amazonas afirmou que a Aadesam tem colaborado com as autoridades e prestado os esclarecimentos solicitados. O vice-governador Serafim Corrêa negou qualquer prática ilícita.