Documento divulgado pela Polícia Federal cita repasse à empresa responsável por “Dark Horse” e levanta questionamentos sobre a origem do dinheiro; deputado nega irregularidades.
Um documento da Polícia Federal divulgado nesta quinta-feira (10) aponta que o deputado federal Mario Frias (PL) realizou uma transferência de R$ 645 mil para a Go Up, produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o documento, a movimentação financeira chamou a atenção dos investigadores, que passaram a questionar a origem dos recursos utilizados no repasse à produtora. Frias participa do projeto como produtor-executivo e roteirista do longa-metragem.
A empresa também mantém relação com a atuação parlamentar do deputado. De acordo com as informações reunidas pela PF, Frias é responsável por encaminhar emendas parlamentares destinadas a empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora.
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O repasse de R$ 645 mil para a Go Up passou a fazer parte dos elementos analisados pela investigação. O documento, no entanto, não estabelece por si só que a transferência tenha sido irregular, mas registra questionamentos dos investigadores sobre a procedência dos valores.
Procurado para comentar o caso, Mario Frias não respondeu aos contatos realizados. Posteriormente, o parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais em que classificou a operação da Polícia Federal como uma “cortina de fumaça”.
Frias também negou a existência de irregularidades relacionadas às movimentações mencionadas no documento.
A investigação segue analisando as relações financeiras e os repasses envolvendo o deputado, a produtora e empresas vinculadas à empresária Karina Ferreira da Gama.
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Até o momento, os questionamentos apresentados pela PF estão no âmbito da apuração e não representam, por si só, uma condenação ou comprovação definitiva de crime por parte do parlamentar ou dos demais envolvidos.