Carro havia sido apreendido durante investigação sobre fraudes no auxílio emergencial e deveria ser levado a leilão, mas desapareceu antes da venda
A Polícia Federal investiga o desaparecimento de um Porsche Macan S avaliado em aproximadamente R$ 372 mil que havia sido apreendido por determinação da Justiça Federal no Tocantins. O veículo foi localizado no contexto de uma investigação sobre fraudes relacionadas ao auxílio emergencial e deveria ser submetido a leilão público.
De acordo com a apuração, mesmo estando sob custódia judicial, o automóvel teria passado por diferentes negociações e sido transferido entre pessoas. A suspeita de que o Porsche deixou de estar sob a guarda determinada pela Justiça levou à abertura de uma nova investigação.
Para tentar localizar o veículo e esclarecer a cadeia de negociações, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em cidades de Goiás e São Paulo.
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A Justiça Federal havia determinado a alienação antecipada do Porsche por meio de leilão. Durante os procedimentos para a venda, porém, foi constatado que o automóvel não estava mais no local onde deveria permanecer.
A partir da descoberta, os investigadores passaram a apurar como o veículo saiu da custódia judicial e quem participou das movimentações posteriores.
Segundo informações citadas em decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas, o Porsche estava sob responsabilidade de uma fiel depositária. A pessoa que exerce essa função tem o dever de conservar o bem apreendido e não pode negociá-lo ou entregá-lo a terceiros sem autorização judicial.
A investigação aponta ainda que o veículo teria sido utilizado para quitar dívidas particulares. Posteriormente, o carro teria sido retirado em Atibaia, no interior de São Paulo, por um intermediário e negociado com um dos investigados no caso de fraude envolvendo o auxílio emergencial.
Ainda conforme a apuração, esse investigado teria utilizado documentos civis falsos para readquirir o Porsche. Depois, o automóvel teria sido novamente repassado a outra pessoa.
Com o objetivo de esclarecer o paradeiro do veículo e reunir provas sobre as negociações, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em Goiânia e Senador Canedo, em Goiás, e em Atibaia, São Paulo.
Além das buscas, foi determinado o bloqueio de valores de até R$ 372 mil nas contas de três investigados.
Até o momento, ninguém foi preso. O pedido de prisão preventiva apresentado no processo foi negado pela Justiça, que considerou não haver elementos suficientes para justificar a medida naquele momento.
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Os investigados poderão responder por crimes como fraude processual e lavagem de dinheiro, conforme o envolvimento de cada um. As circunstâncias do desaparecimento do Porsche e a atual localização do veículo continuam sendo investigadas pela Polícia Federal.