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Polícia Federal conclui inquérito da Operação Tupinanbarana e indicia cinco agentes públicos por crimes eleitorais no município de Parintins, interior do Amazonas
Foto: Divulgação

A operação foi realizada no dia 3 de outubro do ano passado e contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas

A Polícia Federal concluiu, na manhã desta quarta-feira, 27, o inquérito instaurado após a deflagração da Operação Tupinambarana Liberta. Cinco agentes públicos foram formalmente indiciados e deverão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral e abolição do Estado Democrático de Direito.


A investigação apontou que o grupo criminoso teria utilizado parte da estrutura do governo estadual, inclusive com apoio de membros da força policial, para favorecer uma chapa que concorria à Prefeitura de Parintins/AM. As práticas identificadas envolvem compra de votos e ações voltadas a impedir o livre exercício do direito ao voto.


O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que analisará os elementos apresentados e decidirá pelas medidas judiciais cabíveis. A pena somada dos crimes investigados pode chegar a 20 anos de reclusão, considerando as qualificadoras previstas em lei.

 

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Os indiciados irão responder por crimes de organização

criminosa, corrupção eleitoral e abolição do Estado

Democrático de Direito (Foto: Diovulgação)

 

SOBRE A OPERAÇÃO EM PARINTINS

 

A apuração teve início a partir de uma notícia de fato apresentada pelo Ministério Público Eleitoral de Parintins em 16 de setembro de 2024. Durante as diligências, surgiram indícios de que líderes comunitários ligados a uma facção criminosa nacional estariam ameaçando eleitores e impedindo a circulação de candidatos em determinadas áreas da cidade.


Além disso, os investigadores encontraram sinais de omissão deliberada por parte de agentes públicos para beneficiar a candidatura favorecida, bem como provas de que o grupo monitorava adversários políticos e até mesmo os deslocamentos de equipes da Polícia Federal, numa tentativa de obstruir a atuação da corporação.

 

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A operação foi deflagrada no dia 3 de outubro de 2024 e contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas, que acompanhou a execução das ordens judiciais contra os policiais militares envolvidos.
 

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