Operação Escudo inutilizou máquinas, veículos e estruturas utilizadas na extração ilegal de ouro no sudeste do Pará; durante a ação, um trabalhador ferido foi resgatado e encaminhado para atendimento médico.
A Polícia Federal (PF), em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), realizou na quinta-feira (29) a Operação Escudo, na Terra Indígena Kayapó, localizada no município de Cumaru do Norte, no sudeste do Pará. A iniciativa tem como objetivo combater o garimpo ilegal e desarticular a estrutura logística utilizada na atividade criminosa.
Durante a operação, as equipes inutilizaram três escavadeiras hidráulicas, três caminhonetes, quatro motocicletas, quatro motores de grande porte e quatro de pequeno porte. Também foram destruídos 19 barracos que serviam como pontos de apoio às atividades ilegais.
Segundo as autoridades, a inutilização dos equipamentos é adotada quando não há condições de retirá-los da área. A medida busca impedir que as máquinas e estruturas sejam novamente utilizadas na extração ilegal de ouro.
Veja também

Ipaam aplica R$ 8,5 milhões em multas e embarga mais de 916 hectares no Amazonas
Durante a ação, as equipes encontraram um trabalhador ferido que não conseguia deixar a região por conta própria. Conforme as informações divulgadas, há suspeitas de que ele tenha sido submetido a condições degradantes de trabalho e abandonado pelos demais trabalhadores, que deixaram o local após a chegada das equipes.
Diante da situação, os policiais federais providenciaram o transporte do homem para atendimento hospitalar.
O trabalhador recebeu os cuidados médicos necessários e foi orientado sobre as medidas cabíveis para a garantia de seus direitos.
A Operação Escudo integra as ações de fiscalização e repressão ao garimpo ilegal em territórios indígenas. Além de provocar danos ambientais, a atividade pode comprometer a segurança e os direitos das comunidades que vivem nessas áreas.
Com a destruição dos equipamentos e das estruturas de apoio, a PF e a Funai buscam dificultar a continuidade das atividades ilegais na Terra Indígena Kayapó.