A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada nessa quinta-feira (25/6)
A Polícia Federal passou a investigar a possível participação de executivos de grandes bancos no esquema de fraude contábil que revelou um rombo bilionário na Americanas.
A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada na quinta-feira (25), e agora amplia o foco das investigações para além da antiga diretoria da companhia.
Segundo os investigadores, executivos de Itaú, Bradesco e Santander Brasil são investigados para esclarecer se tinham conhecimento de irregularidades envolvendo operações de risco sacado, modalidade de crédito usada pela empresa para antecipar pagamentos a fornecedores.
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A suspeita é de que essas operações tenham sido registradas de forma inadequada, reduzindo artificialmente a percepção do endividamento da varejista e ajudando a esconder a real situação financeira da empresa.
Entre os nomes citados na investigação também aparecem empresários ligados ao controle da Americanas e ex-integrantes do conselho administrativo da companhia.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A Justiça ainda autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados em até R$ 54 bilhões, quantia baseada na estimativa dos prejuízos apontados durante a investigação.
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Além das operações de crédito, a PF também apura supostas irregularidades em verbas de propaganda cooperada, que, segundo os investigadores, incluiriam contratos sem lastro econômico real.