Canella e Amim já tinham sido alvos da Polícia Federal na 6ª etapa, em julho. PF investiga um suposto esquema de lavagem e dinheiro, com anuência de políticos, envolvendo uma rede de postos de combustíveis. Grupo movimentou R$ 7,6 bilhões em 6 anos
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15), a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para lavar dinheiro. A ação terminou com seis pessoas presas, entre elas o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário da Polícia Civil do estado, Marcus Amim.
De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme informações de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A suspeita é de que os postos eram utilizados para disfarçar a origem dos recursos e inserir valores de origem criminosa na economia formal.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses: Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A operação também atingiu quatro inspetores da Polícia Civil, investigados por suposta participação no esquema.
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A Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada. Entre elas, 96 são postos de combustíveis apontados como possíveis instrumentos para ocultar e legalizar recursos ilícitos. As medidas buscam impedir que os investigados continuem movimentando patrimônio relacionado às suspeitas.
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Os envolvidos poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema e identificar outros possíveis participantes. As suspeitas ainda serão submetidas à apuração e ao devido processo legal.