Segundo as investigações, os acordos sob suspeita chegam a aproximadamente R$ 193 milhões
A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter identificado indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) teria utilizado a defesa da causa animal para ampliar sua projeção política enquanto participava de um suposto esquema de fraudes em contratos públicos no Rio de Janeiro.
O parlamentar foi alvo da Operação Castratio, deflagrada nesta semana para investigar suspeitas de irregularidades em contratos ligados a serviços de castração de animais firmados pelo governo estadual. Segundo as investigações, os acordos sob suspeita chegam a aproximadamente R$ 193 milhões.
De acordo com a PF, as supostas fraudes teriam começado durante o período em que Marcelo Queiroz comandava a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro. Os investigadores afirmam que o envolvimento do político com a pauta animal teria contribuído para gerar visibilidade pública, votos e fortalecimento político.
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A investigação aponta suspeitas de favorecimento à empresa Consuvet, responsável por contratos de castração animal por meio do programa RJ Pet. Entre 2021 e 2023, a companhia assinou 19 contratos com o governo estadual. Segundo a Polícia Civil, há indícios de direcionamento de licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
Outro ponto destacado pelos investigadores envolve documentos apresentados pela empresa para comprovar capacidade operacional. A polícia afirma que alguns contratos de locação utilizados pela Consuvet tinham datas anteriores à própria criação formal da empresa, o que levantou suspeitas de fraude documental.
As autoridades também identificaram aumento expressivo no patrimônio do deputado durante o período investigado. Conforme dados apresentados à Justiça Eleitoral, o crescimento patrimonial de Marcelo Queiroz teria sido de cerca de 665% entre 2021 e 2023.
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Em nota, o deputado negou irregularidades e afirmou que as acusações são baseadas em “ilações e conjecturas”. Ele declarou ainda que todos os contratos da gestão ocorreram por meio de pregões eletrônicos e disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.