Pais afirmam que filha sofria agressões de colegas e tentaram transferência antes da morte, mas pedido foi negado
A Polícia Civil do Ceará abriu um inquérito para investigar a morte de uma estudante de 11 anos após a família relatar que a menina sofria bullying no colégio militar onde estudava, em Fortaleza. O caso é apurado pela 5ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú e também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).
Segundo a corporação, a criança foi encontrada sem vida em um imóvel particular no município de Maracanaú, na última quinta-feira (23). Após a morte, os pais registraram um boletim de ocorrência e relataram que a filha teria sido alvo de agressões praticadas por outros alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz (CMCB).
A família afirmou que a estudante, que cursava o 6º ano do ensino fundamental, começou a apresentar marcas pelo corpo após ingressar na instituição. Segundo os pais, a menina teria apresentado hematomas nos pés, pernas e joelhos, além de um corte no braço que teria sido coberto com corretivo escolar.
Veja também

Menino de 11 anos morre após levar bolada na cabeça durante atividade escolar em São Paulo
Hapvida destaca ‘segurança na jornada do nascer’ em fórum internacional
Inicialmente, a criança teria evitado falar sobre o que acontecia e atribuído os ferimentos a quedas ou brincadeiras. De acordo com os familiares, a situação foi revelada após uma conversa com a irmã, quando a menina relatou que era alvo de provocações constantes de colegas.
Os pais disseram ainda que procuraram a escola e solicitaram a transferência da filha para outra unidade, mas o pedido não foi autorizado. A instituição informou que a solicitação foi analisada pela assessoria jurídica do Corpo de Bombeiros e que, conforme o regimento dos colégios militares, a mudança dependeria de regras como tempo mínimo de permanência e disponibilidade de vaga.
Em nota, o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros afirmou que todas as situações de bullying comunicadas oficialmente receberam encaminhamento pelos setores responsáveis. A escola também informou que possui equipe de psicólogos e realiza ações de prevenção à violência escolar e apoio emocional aos estudantes.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte. O Ministério Público do Ceará acompanhará o caso por meio dos centros de apoio das áreas de Educação e Saúde, com ações de acolhimento e acompanhamento dos envolvidos.