Investigação aponta falhas graves no atendimento e suspeita de adulteração de provas
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, e solicitou o indiciamento de quatro pessoas, entre elas a médica Juliana Brasil e a técnica de enfermagem Rayza Bentes, além de dois diretores do Hospital e Pronto-Socorro Santa Júlia.
Segundo a investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, houve uma sequência de falhas no atendimento médico e na gestão da unidade de saúde que contribuíram diretamente para a morte da criança. Laudos periciais também apontam indícios de tentativa de adulteração de provas, o que agravou o caso e aumentou a pressão da família por responsabilização.
De acordo com o relatório da 24ª Delegacia Interativa de Polícia, o caso teve início com um erro considerado grave na prescrição e administração de medicamentos. Benício deu entrada no hospital com sintomas de tosse seca e suspeita de laringite, quadro inicialmente tratável.
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Durante o atendimento, foi prescrita a aplicação de doses de adrenalina por via intravenosa, o que teria levado a uma overdose. Após a administração da medicação, o estado de saúde da criança se agravou rapidamente, resultando em paradas cardíacas e, posteriormente, na morte, mesmo após transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
CRONOLOGIA DO CASO
A investigação detalha a sequência de ???cimentos no dia do atendimento:
Por volta das 14h37, a médica iniciou o atendimento da criança;
Minutos depois, teria reconhecido erro na prescrição em mensagem enviada a um colega;
Entre 15h13 e 15h38, buscou orientação com outros profissionais;
Durante o agravamento do quadro, houve interrupções no atendimento, incluindo troca de mensagens pessoais;
Às 16h15, foi solicitada a transferência do paciente para a UTI.
Para os investigadores, a sucessão de falhas desde a prescrição até a condução do atendimento foi determinante para o desfecho.
Suspeita de fraude e próximos passos
Além das falhas médicas, o inquérito aponta possíveis tentativas de manipulação de provas, o que pode configurar novos crimes. O pedido de indiciamento agora será analisado pelo Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.
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O caso gerou forte repercussão e reacendeu o debate sobre protocolos de segurança no atendimento hospitalar, especialmente em situações de emergência pediátrica.