Condenados por participação no crime foram capturados em operação da Polícia Civil quase dois anos após o homicídio que chocou o Distrito Federal.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta terça-feira (5), três condenados por envolvimento no assassinato de João Victor de Paula Santana Santos, executado a tiros durante a festa de seu aniversário, em outubro de 2023, no Sol Nascente. As prisões ocorreram durante a Operação Aniversário Sangrento, que teve como objetivo cumprir os mandados expedidos pela Justiça.
Entre os detidos estão os irmãos Ane Karoline Teixeira da Silva, conhecida como "Karol", e Marcos Antonio Teixeira da Silva, o "Dudu", além de Dogival Gomes da Silva Júnior, companheiro de Ane Karoline. Conforme as investigações, Marcos Antonio foi o responsável por planejar e motivar o crime, enquanto o casal deu apoio logístico à execução.
A motivação do homicídio teria sido uma discussão ocorrida dias antes em uma distribuidora de bebidas no Sol Nascente. Após o desentendimento, Marcos Antonio passou a ameaçar João Victor de morte. A investigação aponta que Ane Karoline e Dogival também participaram das intimidações, chegando, em uma ocasião, a apontar uma arma de fogo para a vítima.
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Dias depois, durante a comemoração do aniversário de João Victor, dois homens armados invadiram a residência e abriram fogo contra os convidados. O aniversariante foi atingido na cabeça e morreu antes de receber atendimento médico. Outras três pessoas também foram baleadas, incluindo a irmã da vítima, de 15 anos, mas sobreviveram.
Durante o cumprimento dos mandados, Ane Karoline e Dogival foram localizados em Águas Lindas de Goiás, onde estavam morando havia poucas semanas. No imóvel, equipes da Polícia Militar de Goiás apreenderam uma pistola calibre .40.
A Justiça condenou Ane Karoline a 49 anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio. As condenações foram mantidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que determinou o cumprimento definitivo das penas.
Segundo a Polícia Civil, os condenados não efetuaram os disparos, mas desempenharam papel fundamental na execução do crime. A investigação concluiu que eles monitoraram a rotina da vítima, realizaram rondas nas proximidades da residência, deram suporte aos atiradores e facilitaram a fuga após o ataque.
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As provas reunidas pela PCDF, incluindo imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos de testemunhas, sustentaram a condenação dos envolvidos e confirmaram a atuação coordenada do grupo criminoso na execução do homicídio.