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Polícia prende mais três suspeitos por morte de jovem em salto de rope jumping em São Paulo
Foto: Divulgação

Investigação aponta falhas graves nos procedimentos de segurança; seis pessoas já respondem pelo caso que vitimou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu mais três suspeitos envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jumping na Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.

 

As novas prisões foram confirmadas neste sábado (20). De acordo com o delegado Antônio Luís Tuckmantel, os três investigados são do estado do Rio de Janeiro e passam a integrar o grupo de suspeitos responsabilizados pela tragédia.

 

Eles se juntam aos instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, que já estavam presos preventivamente. Os seis investigados respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

 

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Segundo as investigações, o grupo organizava saltos de aproximadamente 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, cobrando valores de até R$ 180 por participante. A atividade, no entanto, era realizada por um grupo informal, sem empresa legalmente constituída para operar o serviço.

 

Imagens registradas no dia do acidente mostram Maria Eduarda sendo conduzida até a plataforma de salto pelos instrutores e lançada em seguida. A Polícia Civil apurou que a corda de segurança que deveria estar presa ao equipamento da jovem permaneceu enrolada na estrutura, fazendo com que ela caísse sem qualquer proteção.

 

Durante os depoimentos, os investigados afirmaram não se lembrar de quem era o responsável por conectar a corda de segurança nem explicar por que a conferência final dos equipamentos não foi realizada antes do salto.

 

JUSTIÇA MANTÉM PRISÕES

 

Na sexta-feira (19), a Justiça de São Paulo negou os pedidos de habeas corpus apresentados pelas defesas de dois dos três instrutores presos inicialmente, mantendo as prisões preventivas.

 

As investigações também apontam que testemunhas relataram a ausência de protocolos básicos de conferência dos equipamentos antes do início da atividade, o que reforça a hipótese de negligência por parte dos organizadores.

 

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Após a ampla repercussão do caso, os perfis nas redes sociais ligados ao grupo responsável pelos saltos foram retirados do ar. A Polícia Civil segue apurando a participação de cada investigado e não descarta novas responsabilizações conforme o avanço das investigações. 

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