Oito gravuras avaliadas em mais de R$ 1 milhão foram encontradas em São Bernardo do Campo, enquanto obras de Portinari continuam desaparecidas.
A Polícia Civil de São Paulo recuperou oito gravuras do artista francês Henri Matisse que haviam sido roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro da capital paulista, durante um assalto ocorrido em dezembro do ano passado.
As obras foram localizadas em um imóvel em São Bernardo do Campo, onde um homem foi preso em flagrante por receptação, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. O conjunto recuperado está avaliado em mais de R$ 1 milhão.
Apesar do avanço na investigação, cinco gravuras de Candido Portinari, levadas no mesmo crime, ainda não foram encontradas. A polícia trabalha com a hipótese de que essas peças tenham sido vendidas.
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A operação que resultou na recuperação das obras foi conduzida pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), responsável por investigar o caso desde o assalto.
No dia do crime, dois homens armados invadiram a biblioteca, renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava o local, antes de fugir em direção à estação Anhangabaú do Metrô.
As investigações apontam que o roubo foi planejado por uma organização criminosa especializada em obras de arte. O apontado como mandante do crime já havia sido preso preventivamente pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, em abril deste ano, durante outra investigação envolvendo o mercado ilegal de obras artísticas.
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Desde então, as autoridades realizaram diversas operações, com mandados de prisão e de busca e apreensão em imóveis de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, na tentativa de localizar todas as peças roubadas.
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