Grupo criminoso movimentou R$ 680 milhões com rifas ilegais nas redes sociais
Cinco policiais militares foram presos nesta quarta-feira, 9, na Região Metropolitana de Salvador (BA), suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em rifas ilegais e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso movimentou R$ 680 milhões com rifas ilegais nas redes sociais.
As investigações apontam que o grupo, composto no total por 22 pessoas, usava redes sociais para divulgar rifas de alto valor, com resultados manipulados para beneficiar integrantes da organização. Empresas de fachada e pessoas eram utilizadas para ocultar a origem dos valores ilícitos.
Um dos cinco policiais presos é Lázaro Andrade, conhecido como Alexandre Tchaca, que tem 169 mil seguidores nas redes sociais. Filiado ao PSDB, ele disputou as eleições municipais de 2024 como candidato a vereador e teve 5.103 votos, mas não conseguiu se eleger.
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Além dos PMs, de acordo com a TV Bahia, entre os presos está o influenciador digital Ramhon Dias, que tem 427 mil seguidores em uma das redes sociais. O casal de "rifeiros" José Roberto Santos, mais conhecido como Nanam Premiações, e Gabriela Silva, que juntos somam mais de 250 mil seguidores nas redes sociais, também estão entre os presos. O casal é apontado como chefe do esquema.
As investigações apontam que policiais militares da ativa e ex-PMs faziam parte do esquema, oferecendo proteção, fornecendo informações privilegiadas e, em alguns casos, atuando diretamente como operadores das rifas fraudulentas.
O grupo utilizava redes sociais para divulgar rifas de centavos com prêmios de alto valor, como veículos de luxo, e atraía um grande número de participantes. No entanto, os sorteios eram manipulados e os prêmios frequentemente entregues a integrantes da própria organização, com o objetivo de legitimar o esquema e ampliar os lucros.
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Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro, celulares e notebooks. O Poder Judiciário autorizou o sequestro de até R$ 10 milhões por CPF ou CNPJ investigado, somando um bloqueio total de R$ 680 milhões em bens e valores.
Fonte:Terra