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Policial Militar réu por estuprar filha pede punição a servidora que denunciou caso
Foto: Reprodução

Coronel aposentado Luiz Enrique de Souza Ikeda acusa conselheira tutelar de violar sigilo de processo e dar falso testemunho

O coronel aposentado da Polícia Militar (PM) Luiz Enrique de Souza Ikeda, acusado de estuprar a própria filha na época em que ela tinha 10 anos, foi até a Prefeitura de São Carlos, no interior de São Paulo, no fim da tarde dessa segunda-feira (2/6), para apresentar um novo pedido de que a conselheira tutelar que denunciou o caso seja investigada e punida.

 

A requisição ocorreu dois dias após o Metrópoles revelar, no último sábado (31/5), um áudio em que Ikeda admite ter abusado da menina em pelo menos duas ocasiões. A reportagem também teve acesso ao processo em que o coronel se tornou réu por estupro de vulnerável, após cinco anos de investigação.

 

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Ikeda já havia protocolado uma representação contra a conselheira tutelar no último dia 26 de maio, após a mulher participar de um podcast em que o caso foi discutido. Na segunda-feira, quando foi até a prefeitura, o coronel tentava protocolar pessoalmente o mesmo documento. Informado de que o primeiro pedido ainda estava em análise, ele teria se irritado e chamado a polícia.

 

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O coronel acusa a mulher de dar falso testemunho e violar o sigilo do processo em que é testemunha. Questionada pelo Metrópoles, a defesa do policial afirmou que a servidora “expôs de forma indireta o coronel, seus familiares e filhos”.“Apenas foi protocolado um questionamento, nos termos da Constituição Federal, a fim de apurar por que motivo um servidor público, vinculado ao dever de sigilo funcional e processual, compareceu a um podcast para emitir juízo de valor sobre fatos ainda sob apuração”, diz o advogado Aldrin Corpas.

 

Fonte: Terra

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