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Policial penal atuava como ''pombo-correio'' de traficantes na Papuda
Foto: Reprodução/Internet

Entre as práticas, Barretto entregava cartas, realizava videochamadas e enviava mensagens de voz para criminosos fora da prisão

Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), o policial penal Rafael da Conceição Barretto (foto em destaque) facilitava a comunicação de presos do Complexo Penitenciário da Papuda com familiares e comparsas, atuando como um “pombo-correio” para traficantes. Entre as práticas, Barretto entregava cartas, realizava videochamadas e enviava mensagens de voz para criminosos fora da prisão.

 

Durante as investigações conduzidas pela Polícia Federal, Barretto foi flagrado enviando uma carta escrita pelo detento Macksuel Cavalcante Camelo para Philip Rodrigues Rosa, detalhando instruções para a gestão de bens obtidos com atividades criminosas.

 

Além das cartas, Barretto permitia que presos enviassem mensagens de áudio. Em um caso registrado em março de 2024, o advogado Wilmondes de Carvalho Viana intermediou a gravação de mensagens de voz de presos para seus familiares, incluindo Macksuel.

 

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O policial também usava seu próprio celular para realizar videochamadas. Em uma ocasião, ele conectou um detento a seu advogado. Em outro caso, Barretto organizou uma chamada entre uma mulher e seu marido preso.

 

Barretto frequentemente fotografava presos e enviava as imagens para familiares ou comparsas. Ele também permitia que detentos utilizassem seu celular para realizar contatos.

 

Barretto, que estava na polícia penal desde 2010 e recebia R$ 13 mil por mês, foi preso pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) sob acusações de prevaricação especial, corrupção passiva e comércio ilegal de artefatos bélicos. De acordo com a Polícia Federal, ele recebia vantagens indevidas em troca de regalias oferecidas aos presos.

 

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As investigações apontam que Barretto não apenas aceitava subornos, mas ativamente facilitava as comunicações ilícitas dos detentos, violando normas penitenciárias e ajudando a organização criminosa a manter suas operações fora da prisão. Caso seja condenado, o Ministério Público solicita a perda do cargo público de Rafael da Conceição Barretto, além de outras penas previstas.

 

Fonte: Metrópoles

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