Hotéis nas 11 cidades-sede americanas registram baixa taxa de ocupação e perdem para as outras cinco do México e do Canadá
A política mais rígida para concessão de vistos adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já começa a provocar reflexos no turismo internacional e preocupa empresários do setor hoteleiro às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
Especialistas e representantes da indústria do turismo avaliam que as restrições impostas pelo governo norte-americano estão desestimulando visitantes estrangeiros que planejavam viajar ao país para acompanhar os jogos do maior torneio de futebol do planeta.
A preocupação é ainda maior porque os Estados Unidos serão um dos países-sede da competição e esperavam receber milhões de turistas durante o evento. Com o endurecimento das regras de entrada e o aumento da burocracia para obtenção de vistos, parte desse público passou a considerar outros destinos ou até mesmo desistir da viagem.
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Empresários do setor hoteleiro afirmam que a redução no fluxo de visitantes pode gerar prejuízos bilionários para hotéis, restaurantes, companhias aéreas e demais segmentos ligados ao turismo. O temor é que cidades que receberão partidas da Copa registrem ocupação abaixo do esperado durante o torneio.
Analistas também apontam que a imagem internacional dos Estados Unidos pode sofrer desgaste diante das medidas migratórias mais restritivas, justamente em um momento em que o país busca atrair turistas de todas as partes do mundo para um dos maiores eventos esportivos já realizados em seu território.
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Enquanto o governo Trump defende que as novas regras são necessárias para reforçar a segurança nacional, representantes do setor turístico alertam que o excesso de exigências pode acabar afastando visitantes e reduzindo os benefícios econômicos que a Copa do Mundo poderia gerar para a economia americana.