Monitoramento da UEA registrou concentrações de MP2.5 de até 164,9 µg/m³ neste sábado (10), com índices muito ruins e péssimos em diferentes zonas da cidade; crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis
A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis preocupantes neste sábado (10), com registros de poluição classificados como “Muito Ruim” e “Péssimo” em diferentes regiões da capital amazonense. Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam altas concentrações de material particulado fino, conhecido como MP2.5, que pode penetrar profundamente no sistema respiratório.
Entre os pontos com índices mais elevados está a região do Distrito Industrial II, no trecho em direção ao Puraquequara, na zona leste, onde a concentração chegou a 164,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O bairro Armando Mendes, também na Zona Leste, registrou 143,5 µg/m³, indicando uma condição de qualidade do ar considerada péssima conforme a escala apresentada no monitoramento.
Outras áreas da cidade também apresentaram números elevados. No Coroado, na zona leste, a concentração atingiu 124,1 µg/m³, enquanto no Morro da Liberdade, na zona sul, o índice chegou a 124,9 µg/m³. Ambos os locais foram classificados na faixa “Muito Ruim”.
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POUCAS REGIÕES APRESENTAM ÍNDICES MODERADOS
Apesar do cenário preocupante em grande parte dos pontos monitorados, algumas estações registraram concentrações menores, classificadas como qualidade do ar “Moderada”.
Na região da Praça 14 de Janeiro e Cachoeirinha, o índice foi de 39,4 µg/m³. No Distrito Industrial I, a medição chegou a 42,2 µg/m³, enquanto a área do Aeroporto Internacional de Manaus apresentou 49,3 µg/m³.
Mesmo nessas localidades, os números indicam a presença de partículas no ar e reforçam a importância de acompanhar as atualizações do monitoramento ambiental.
POLUIÇÃO PODE AGRAVAR PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS
O material particulado fino MP2.5 é formado por partículas microscópicas suspensas no ar. Por causa do tamanho reduzido, elas podem alcançar regiões profundas dos pulmões e agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
A classificação utilizada no levantamento apresentado considera as seguintes faixas de concentração: qualidade boa, de 0 a 25 µg/m³; moderada, de 25 a 50 µg/m³; ruim, de 50 a 75 µg/m³; muito ruim, de 75 a 125 µg/m³; e péssima, acima de 125 µg/m³, conforme a escala informada na reportagem.
Diante dos níveis registrados, a recomendação é evitar atividades físicas intensas ao ar livre enquanto a qualidade do ar estiver comprometida. Também é importante reduzir a exposição à fumaça e à poeira, manter os ambientes internos limpos e acompanhar os boletins oficiais. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados.

Foto: Divulgação
ÍNDICES PODEM MUDAR AO LONGO DO DIA
Os dados utilizados nesta reportagem correspondem à consulta realizada às 8h28 deste sábado (10). Como o monitoramento é contínuo, os valores podem sofrer alterações ao longo do dia.
A concentração de poluentes depende de fatores como direção e velocidade dos ventos, umidade do ar e ocorrência de chuvas, que podem favorecer ou dificultar a dispersão das partículas. Por isso, os registros representam a condição observada no momento da medição, e não necessariamente a situação de todas as áreas da cidade durante o restante do dia.
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