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Poluição no céu: entenda por que evitar se molhar nas primeiras chuvas
Foto: Reprodução

A chuva é o principal mecanismo natural de limpeza da atmosfera. Especialistas contam o que elas carregam e os riscos para a saúde

Após um longo período de estiagem, é necessário ter atenção especial com as primeiras precipitações. Quando se passa muito tempo sem chover em uma localidade, a concentração de poluentes acumulados na atmosfera aumenta e os primeiros pingos agem como “limpadores” das impurezas no ar. Por isso, as chuvas iniciais podem conter poluentes químicos, metais pesados e agentes infecciosos em maior concentração.

 

“A chuva é o principal mecanismo natural de limpeza da atmosfera. As gotas capturam e carregam partículas de poluição, literalmente lavando o ar. Quando ficamos muito tempo sem chuva, essas partículas se acumulam”, exemplifica o professor de ciências atmosféricas Micael Cecchini, da Universidade de São Paulo (USP), apoiado pelo Instituto Serrapilheira.


A chuva ácida ocorre principalmente em áreas acometidas pela poluição urbana e industrial. Em regiões rurais, ela pode ocorrer quando há a presença de indústrias.

 

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O fenômeno acontece quando partículas poluentes — como óxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio — são emitidas e se misturam com a água, formando ácidos, como o sulfúrico e o nitroso. A reação reduz o pH da água, tornando a chuva mais ácida.

 

O que não fazer durante e após as primeiras chuvas


Evite contato com enxurradas, poças e áreas alagadas.


Não utilize água da chuva para consumo ou higiene sem tratamento adequado.


Lave as mãos com água limpa e sabão após qualquer exposição à chuva.


Evite atividades recreativas na chuva, mesmo que ela não esteja forte.


Em casos de enchentes, use luvas e botas ao realizar a limpeza posteriormente.


Monitore sintomas após exposição: febre, diarreia, vômitos, tosse, irritações na pele ou lesões cutâneas.


Esteja atento ao comportamento das crianças, que acabam brincando com a água acumulada sem proteção.


Procure avaliação médica se surgir qualquer sintoma.

 

Usina elétrica a carvão com chaminés fumegantes contra o céu dramático do pôr do sol. Uso prejudicial de combustível em cidade grande. Metrópoles

Foto:Reprodução

 

RISCOS DAS CHUVAS ÁCIDAS PARA A SAÚDE


“Há evidências científicas mostrando que as primeiras chuvas e as enchentes urbanas apresentam altos índices de patógenos, incluindo bactérias e vírus. O contato com essa água está associado ao aumento de infecções gastrointestinais, respiratórias e dermatológicas”, ressalta o médico epidemiologista William Schwartz, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.


Ao contrário do que muitas pessoas podem imaginar, os problemas não acontecem apenas em países com infraestrutura precária, mas também em regiões com alta renda e que investem na parte industrial, poluindo o ar e deixando a chuva mais ácida.

 

Alguns grupos de pessoas são mais vulneráveis aos efeitos das chuvas ácidas, entre eles estão:

 

Pessoas com doenças respiratórias como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e bronquite;


Crianças;
Idosos;
Imunossuprimidos;
Pessoas com doenças crônicas;
Populações em situação de vulnerabilidade social.

 

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“Nesses casos, é ideal permanecer em ambientes internos, evitando atividade física intensa ao ar livre em dias de chuvas intensas, tempestades e grande variação de umidade. Também é importante monitorar constantemente a qualidade do ar”, alerta Schwartz.

 

Fonte:Metropóles

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