Por conta disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva até os seis meses de idade
O aleitamento materno é uma das práticas fundamentais para a saúde infantil. O leite produzido pelo corpo da mãe (puérpera) tem tudo o que o bebê precisa para crescer e se desenvolver nos primeiros meses de vida. Por conta disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação exclusiva até os seis meses de idade.
O leite materno é uma poderosa ferramenta para a saúde do bebê, devido às propriedades imunológicas. Só ele fornece a imunoglobina A, que atua formando uma proteção das mucosas (como o trato respiratório e intestinal) e ajuda a neutralizar alérgenos que poderiam desencadear crises de asma. Ele também tem lactobacilos e bifidobactérias, que agem no intestino do bebê e também são barreiras contra processos inflamatórios – explica o Dr. Nilton Rigolon, neonatologista do Hospital da Luz Vila Mariana.
Segundo o especialista, quando não há a possibilidade de uma amamentação prolongada, as mães devem ser orientadas a tentarem o maior tempo possível de aleitamento pensando na imunidade do bebê.
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Estudos mostram que a criança sem aleitamento materno tem de 10% a 20% de chances de desenvolver asma até os sete anos de idade. Dados do American Journal of Epidemiology mostram uma redução do risco de doenças respiratórias de até 27% nas crianças que receberam amamentação exclusiva por pelo menos três meses. Mesmo que a criança tenha exposição abaixo dos seis meses, ela já tem uma proteção maior – detalha o neonatologista.
ACOLHIMENTO E INFORMAÇÃO PARA AS MÃES
O momento do nascimento do bebê pode trazer angústia para as mães. O colostro costuma ser o que alimenta a criança nos dois primeiros dias, o que faz as puérperas suspeitarem de baixa produção de leite. O especialista alerta, contudo, que o leite só começa ser produzido depois de 24h a 36h de vida do bebê:

As mães precisam ser orientadas, porque acham que não estão produzindo leite. Mas o colostro é extremamente importante. No início, é normal o bebê perder um pouco de peso por conta disso. Mas é preciso mostrar para a mãe que a produção vai aumentar e o bebê vai voltar a ganhar peso.
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Fotos: Reprodução
O Hospital da Luz Vila Mariana faz parte da rede assistencial da Amil. As unidades oferecem uma equipe multidisciplinar que conta com psicólogos, médicos e assistentes sociais, que orientam e ajudam as mães no pós-parto. Para o Dr. Nilton, esse acolhimento é fundamental para o acompanhamento e desenvolvimento do bebê.
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Muitas vezes recebemos mães cujos filhos estão internados. Temos que dar muito acolhimento e incentivo, mostrar a importância do leite que ela está produzindo. Essa mãe, se sente acolhida, fortalecida, ela se sente bem no ambiente e isso faz muito bem para ela. Sempre trabalhamos para incentivar que as mães amamentem.
Fonte: O Globo